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Os perigos da hipertensão: entenda a importância de controlar a doença

Os perigos da hipertensão: entenda a importância de controlar a doença

A hipertensão, condição também conhecida popularmente como pressão alta, é um problema que afeta mais de 2 bilhões de pessoas no mundo. Só no Brasil há mais de 30 milhões de hipertensos e o número tende a aumentar, sobretudo porque, além da predisposição familiar, que é o principal fator de risco, o estilo de vida moderno e desregrado também pode influenciar no desenvolvimento do quadro.

Aspectos como sobrepeso, obesidade, sedentarismo, estresse, consumo excessivo de sal e gordura, alcoolismo e tabagismo costumam ter relação com a subida da pressão. A boa notícia é que esses fatores de risco são controláveis e, ao adotar hábitos mais saudáveis no dia a dia, é possível diminuir as chances de ter pressão alta.

Vale ressaltar que, embora muito comum, a hipertensão é extremamente perigosa. Porém, como em muitos casos, o início é assintomático, boa parte dos hipertensos não dá a devida atenção ao quadro, levando ao agravamento e, consequentemente, maiores complicações. Quer conhecer os reais perigos da hipertensão e qual é a importância de controlar a doença? Veja só!

A hipertensão aumenta o risco de doenças cardiovasculares

A pressão alta é o principal fator predisponente para doenças cardiovasculares. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), pessoas hipertensas apresentam maiores chances de sofrer infarto e acidente vascular cerebral.

Daí a necessidade de manter a pressão sob controle. Cumpre ressaltar que o quadro de hipertensão é configurado quando a pressão sistólica é maior que 140 mmHg ou pressão diastólica é igual ou maior que 90 mmHg, isto é, 14 por 9.

Crises hipertensivas geram alterações visuais

Nem todos sabem, mas a pressão descontrolada desencadeia crises hipertensivas que, por sua vez, resultam em alterações na visão. Quando a pressão sobe subitamente, isso pode ocasionar mudanças visuais agudas por causa do inchaço repentino e significativo do nervo ótico.

Para completar, a pressão elevada demais pode acabar favorecendo o entupimento ou rompimento dos vasos sanguíneos da retina, podendo culminar na perda de visão. Portanto, fique literalmente de olho na sua pressão e procure mantê-la em níveis normais (abaixo de 14/9).

Hipertensão pode causar insuficiência renal

Outra complicação possível da hipertensão não controlada é o surgimento de doença renal crônica. A elevação da pressão arterial progressivamente lesiona as células dos rins, tanto que aproximadamente 30% dos casos de doença renal crônica são provocados pela hipertensão.

Com o tempo, o paciente pode ter insuficiência renal, quando o órgão perde sua capacidade de filtrar o sangue corretamente. Nos casos mais graves, pode ser preciso recorrer hemodiálise e ao transplante.

A pressão alta pode ser fatal

Você sabia que a hipertensão descontrolada pode matar? Isso mesmo! A pressão alta está entre as principais causas subjacentes de morte no mundo, justamente por ter relação com complicações graves, como os ataques cardíacos, morte súbita, edema agudo de pulmão e insuficiência renal. Esse mal, inicialmente silencioso, leva a óbito mais de 17 milhões de pessoas todos os anos.

Em nosso país, são cerca de 300 mil mortes anuais por doenças cardiovasculares e, certamente, grande parte dos brasileiros que morrem por causa de problemas no coração, também apresentam a hipertensão como comorbidade. 

Quer saber um pouco mais sobre a hipertensão? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cardiologista em Uberlândia

Posted by Dr. André Navarro in Todos
8 possíveis causas de dores no peito

8 possíveis causas de dores no peito

As dores no peito realmente são um sintoma preocupante e que merecem atenção, mas nem sempre ela estão associadas a uma doença grave subjacente. Por vezes a manifestação não tem relação com quadros de maior gravidade, mesmo assim, é importante observar a intensidade, localização específica, frequência e recorrência da dor.

Logo que se fala em dor no peito, relacionamos esse sintoma a problemas no coração, como por exemplo, infarto ou angina. Entretanto, estudos recentes revelaram que apenas 11% dos pacientes que apresentam dor nessa região têm, de fato, algum problema cardiovascular. Os outros 89% sentem as dores por outros motivos.

Quer saber quais são as principais causas de dor e desconforto no peito? Confira a lista do que pode ser.

Infarto

A dor persistente por mais de 20 minutos do lado esquerdo do peito, que pode irradiar para o braço, mandíbula e pescoço, é um dos sinais de infarto. Essa sensação pode vir acompanhada de dormência, náuseas, vômito, sudorese fria e dificuldades respiratórias.

Angina

Quando a dor é localizada no meio do peito e se apresenta em forma de aperto, pressão desconforto, ardor, pontada ou choque, ela pode ser resultado da redução de sangue no coração, o que altera o funcionamento do órgão. A angina pode ser consequência de esforço físico ou estresse intenso, assim, tende a se manifestar juntamente com sintomas como falta de ar, sudorese excessiva, hipotensão e palidez.

Costocondrite

A costocondrite é uma inflamação na cartilagem que une uma costela ao osso esterno, o que também pode gerar dor no peito. Os sintomas dessa condição incluem também o inchaço, dores articulares e pressão no local. Consequentemente, pode se intensifica ao deitar,  tossir e respirar profundamente.

Arritmia cardíaca

As alterações na frequência cardíaca também podem levar o indivíduo a sentir dores no peito. Quando o coração bate de forma irregular, muito rápido ou muito devagar, isso costuma atrapalhar o bombeamento do sangue, que pode se tornar insuficiente e acabar comprometendo o funcionamento de órgãos essenciais, como o cérebro e o próprio coração. Assim, sintomas como a dor no peito, cansaço, mal estar, fraqueza, falta de ar, tontura, suor frio, palidez e desmaios, podem estar relacionados.

Arteriosclerose

Arteriosclerose é o espessamento e perda de elasticidade na parede das artérias. A causa mais comum é acúmulo de gordura no interior dos vasos que levam oxigênio e sangue para o coração, cérebro e outras partes do corpo. Consequentemente pode aumenta a pressão arterial e pode, também, gerar dores.

Problemas Gastrointestinais

Como já foi mencionado, dor no peito não se limita a problemas cardiovasculares. Ela pode ser fruto, por exemplo, de refluxo gastroesofágico, esofagite, úlceras gástricas e até gases. Problemas como colelitíase (cálculos biliares) ou colecistite (inflamação da vesícula biliar) também podem causar dor no peito.

Essa dor tende a ser repentina e aguda, podendo estar associados a náuseas, vômitos, falta de apetite e, mais raramente, febre. 

Inflamações em órgãos e outras estruturas

A dor no peito também pode ser indício de gastrite (inflamação no estômago), hepatite (inflamação no fígado), pleurisia (inflamação na pleura, membrana que reveste o pulmão), pericardite (inflamação no pericárdio, membrana que recobre o coração), marsite (inflamação nas mamas).

Outras causas de dores no peito

Dores no peito podem ser decorrentes de lesões nos músculos, sejam elas provocadas por inflações, infecções, fraturas, ou agressão nas costelas. Além disso, podem estar relacionadas com distúrbios pulmonares, como pneumotórax, pneumonia, embolia pulmonar, hipertensão pulmonar e câncer de pulmão. Entre outras causas vale citar a ansiedade, estresse, ataque de pânico,  artrite, pressão alta, fibromialgia, herpes zoster, cardiomiopatia, miocardite, estenose da válvula aórtica, etc.

Quer saber um pouco mais sobre dor no peito? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cardiologista em Uberlândia

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5 hábitos para prevenir a hipertensão

5 hábitos para prevenir a hipertensão

A hipertensão arterial é uma doença crônica que, como o próprio nome sugere, é caracterizada por níveis elevados de pressão sanguínea nas artérias. Ela ocorre quando o valor das pressões máxima e mínima são iguais ou excedem 140/90 mmHg, ou seja, 14 por 9.

Nesse tipo de quadro, o coração se esforça mais do que o normal para que o sangue seja adequadamente distribuído pelo corpo. De modo geral, a condição é assintomática e sintomas só aparecem quando a pressão sobe demais, podendo desencadear dor de cabeça, dor no peito, tontura, fraqueza, zumbido no ouvido e visão embaçada.

Mas não se deixe enganar pelo início silencioso e ausência de manifestações, pois a hipertensão aumenta o risco de problemas graves como acidente vascular cerebral, aneurisma, infarto e insuficiência renal e cardíaca.

Na grande maioria dos casos (90%), a pressão alta é uma doença familiar, isto é, herdada dos pais, entretanto, há outros fatores controláveis que podem influenciar no desenvolvimento do quadro. Isso significa que adotando algumas medidas preventivas, é possível evitar a hipertensão. Confira a seguir quais são os hábitos essenciais para fugir da hipertensão.

Combata o estresse

Sabia que o excesso de estresse pode contribuir para a subida da pressão? Isso mesmo! Pessoas estressadas demais são mais propensas ao desenvolvimento de quadro hipertensivo. Sendo assim, para evitar a hipertensão é recomendável levar uma vida tranquila, estabelecer períodos de descanso, evitar sobrecarga de trabalho e aproveitar os momentos de lazer.

Mantenha o peso adequado

Procure manter o peso adequado através da adoção de alimentação balanceada, associada à prática regular de exercícios físicos, sono de qualidade e abstenção de hábitos prejudiciais. Nesse sentido, é importante evitar a ingestão abusiva de alimentos muito salgados e gordurosos. Lembre-se que o sobrepeso, a obesidade e o sedentarismo estão entre os principais fatores de risco para o desenvolvimento da hipertensão arterial.

Reduza o consumo de sal

O mais indicado é que o consumo de sal seja mínimo. É recomendável que não exceda 6 gramas por dia (uma colher de sobremesa). Para compensar a ausência desse ingrediente, vale a pena apostar em alho, cebola, ervas variadas e limão para temperar a comida e deixá-la saborosa sem que fique salgada.

Exercite-se regularmente

Pratique atividades físicas com constância e disciplina. Faça ao menos uma caminhada de meia hora cinco vezes por semana. A melhor atividade física que existe é aquela que você consegue praticar regularmente, mas antes de iniciar qualquer prática esportiva, converse com seu médico de confiança e conte com o suporte de preparadores físicos.

Abstenha-se do consumo abusivo de álcool e cigarro

Alcoolismo e tabagismo são hábitos nocivos para a saúde geral e podem provocar a subida da pressão arterial. Só para ter ideia, a nicotina (substância presente no cigarro) causa vaso constrição periférica, hipertensão e aumenta o risco de infarto. Já as bebidas alcoólicas em excesso, além de elevarem a pressão, ainda geram resistência ao tratamento anti-hipertensivo.

Quer saber um pouco mais sobre a hipertensão? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cardiologista em Uberlândia

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Coronavírus. Previnir é o melhor remédio.

Coronavírus. Previnir é o melhor remédio.

Embora infectologia não seja minha área, após ler sobre o assunto, achei que seria de grande utilidade publicar algo sobre o coronavírus do momento e como podemos previnir a contaminação.

O que é esse vírus?

O novo coronavírus, batizado de COVID-19, é uma variação da família dos coronavírus na qual estão incluídos os vírus da gripe, SARS e MERS. Estes últimos foram responsáveis por  grandes epidemias nos últimos anos.

O nome “corona” vem da sua aparência. Eles apresentam espiculas em sua parede que, ao microscópio, lembram uma coroa. O primeiro coronavírus foi relatado na década de 40 do século passado, mas a só na década de 60 que foi descrito como coronavírus pela microscopia.

A preocupação com o COVID-19 é sua rápida propagação. O número de acometidos confirmados, já ultrapassou em muito as epidemias de SARS e MERS.

Como surgiu?

O primeiro caso foi relatado em 26 de dezembro de 2019 na China, embora em análises de prontuários foram evidenciados casos desde o inicio de dezembro. Suspeita-se que o foco inicial seja uma feira de frutos do mar e animais consumidos pelos locais. Assim, essa feira foi fechada no dia 01 de janeiro como primeira medida para conter a doença

O vírus seria uma mutação de um vírus que antes só acometia animais, e o pangolim, mamífero que lembra um tatu, é um dos animais mais prováveis como o hospedeiro desta mutação.

Em 07 de janeiro o vírus foi identificado, enquanto que seu RNA fois sequenciado no dia 12 do mesmo mês. Já no dia 30 a Organização Mundial de Saúde ( OMS) declarou “emergência publica de saúde de interesse internacional.

O Covid-19 espalhou para outros países na Ásia, Europa e América do Norte. O Brasil foi o primeiro país tropical a confirmar um caso da doença.

Como se deu contaminação de animal para humanos ainda não esta claro, mas suspeita-se que seja pelo consumo de carne. Já a transmissão entre humanos já esta comprovada e se dá por gotículas de secreção espalhadas na tosse e espirros.

Quais os sintomas?

Os principais sintomas são febre e tosse, podendo apresentar também dificuldade para respirar e dores no corpo. A maioria evolui nas formas mais leves e moderadas da doença, podendo os casos mais graves evoluir para pneumonia e morte.

Como Previnir?

A prevenção é feita da mesma forma que para qualquer gripe.

  • Lavar bem as mãos com água e sabão por pelo menos 20 segundos. Se não houver água e sabão usar desinfetante para as mãos a base de álcool.
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca antes de lavar bem as mãos.
  • Evitar aglomerações.
  • Cobrir a boca e o nariz com o braço ou lenço de papel para espirrar ou tossir. Não use as mãos. Se usar lenço de papel, jogue-o no lixo logo após.
  • Evitar contato com pessoas doentes.
  • Ficar em casa quando estiver doente. Se não for possível, usar mascara para evitar de transmitir a doença a outras pessoas.

Enfatizando, as mascaras são para proteger as outras pessoas, não havendo estudos que mostrem a prevenção do contagio com seu uso, já que o vírus pode ser contraído também pela mucosa dos olhos.

Previnir é o melhor remédio

Embora o COVID-19 seja um problema no momento, ele não é o mais perigoso. A epidemia de SARS e MERS apresentaram mortalidade de 9,5% e 34,4% respectivamente, enquanto que, até o inicio de março, os casos com óbito estavam 2,9%.

Infecções pelo Influenza, vírus da gripe, que tem uma mortalidade associada de 0,01 a 0,05 %, mas por sua disseminação e facilidade de transmissão, é responsável por até 650.000 óbitos aos ano, segundo estimativas.

O ponto é que devemos prevenir para evitar qualquer uma destas infecções, executando as medidas citadas acima. Somos parte da solução.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cardiologista em Uberlândia

Fontes:
Informes da OMS
Informes do Ministério da Saúde – Brasil
Apresentação UNIMED Uberlândia.

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Energéticos faz mal?

Umas das bebidas da moda são o energéticos. Bebidas energéticas, segundo o Wikipedia, é aquela que estimula o metabolismo e tem como finalidade fornecer ao consumidor energia através da ingestão de taurina.

O consumo destas bebidas frequentemente esta associado a um aumento de visitas a salas de emergência e mortes, e por isso foi desenhado um estudo para avaliar seu efeito analisando o eletrocardiograma e a pressão arterial em voluntários jovens e saudáveis, afim de responder se tomar energéticos faz mal ou não.  

Como foi feito?

Os participantes consumiram cerca de 950 ml de cada bebida em estudo, sendo um o energético da marca “A”, ou da marca “B”, ou de placebo (bebida com o mesmo sabor e características semelhantes aos energéticos, mas sem as substâncias estimulantes). Tinham 60 minutos para ingerir e eram avaliados pelas 4 horas após. Todos os participantes tomaram as 3 bebidas com intervalo de 6 dias entre cada analise.

E aí, faz mal?

Após a comparação dos efeitos entre as 3 bebidas, verificou se que as bebidas energéticas aumentavam o intervalo QT no eletrocardiograma. Este intervalo representa a duração total da atividade elétrica ventricular, que é a parte do coração que bombeia o sangue para os pulmões e o todo o corpo.

Pacientes que apresentam esse prolongamento, independente do uso de bebidas energéticas, podem apresentar arritmias, sendo alguns tipo bem graves que podem levar a desmaios e até morte súbita.

Foi evidenciado ainda, que o consumo de bebidas energéticas esta associado ao aumento da pressão arterial e assim, levantando um alerta ao consumo exagerado que se tem observado.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cardiologista em Uberlândia.

J Am Heart Assoc. 2019 Jun 4;8(11):e011318. doi: 10.1161/JAHA.118.011318. Epub 2019 May 29.

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Comer pimenta faz bem?

Comer pimenta faz bem?

Comer pimenta é bom para o coração?

O consumo de pimenta é um habito tradicional em algumas regiões, mas há poucos estudo sobre a relação com a saúde do coração. Um estudo realizado na Itália analisou o consumo de pimenta e o risco de morte.

Como o consumo de pimenta é tradicional na dieta mediterrânea e os estudos relacionados ao consumo e sua relação com morte nessa população são escassos, um grupo de cientistas resolveu fazer a analise.

Foi realizada uma analise de 22.811 homens e mulheres que participaram do estudo Moli-sani entre os anos de 2005 e 2010. O consumo de pimenta foi avaliado através de um questionário que dividia em nenhum/raro consumo, até 2 vezes por semana, mais de 2 e menos que 4 vezes por semana e mais de 4 vezes por semana.

O acompanhamento médio foi de 8,2 anos e ocorreram 1246 mortes.

Após avaliar do dados, mostraram que o consumo regular de pimenta esta associado a menor risco de mortes por doença coronária e cerebrovascular. A associação do consumo de pimenta com morte por qualquer causa parece ser mais forte em indivíduos hipertensos.

Concluindo que, em população adulta do mediterrâneo, o consumo regular de pimenta esta associado com menor risco de morte por qualquer causa e por doenças cardiovasculares, independentemente de fatores de risco prévios ou aderência a dieta do mediterrâneo.

Assim, comer pimenta pode sim fazer bem para o coração.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cardiologista em Uberlândia.

J Am Coll Cardiol. 2019 Dec 24;74(25):3139-3149. doi: 10.1016/j.jacc.2019.09.068.

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Entenda a relação entre alimentação e saúde do coração

Entenda a relação entre alimentação e saúde do coração

Com a correria dos nossos dias, não é difícil descuidar de hábitos básicos e saudáveis, como a alimentação. Quantas vezes você, ou alguém próximo, já teve que “pular o almoço” por conta de um compromisso de trabalho. E, para não ficar com fome, comeu um sanduíche feito às pressas, ou um salgado frito?

Tais atitudes, se espaçadas, tendem a não impactar tanto na saúde do corpo. A dieta desregrada por muito tempo, no entanto, é capaz de provocar uma série de problemas de saúde, além de mal estar físico, fadiga e incômodos estéticos.

A alimentação está diretamente ligada ao funcionamento pleno da mente e do corpo. Quando pobre, pode trazer cansaço, dificuldade de concentração e de aprendizagem, perda de memória, aumento de peso, além de alterações nos exames laboratoriais.

O coração também sofre com a ingesta de alimentos ricos em gorduras e produtos ultraprocessados.

Neste artigo, falaremos um pouco mais sobre a dieta cardioprotetora brasileira, desenvolvida pelo Ministério da Saúde. Vamos mostrar os benefícios da “comida de verdade” para a longevidade, o bem-estar e felicidade. Confira, a seguir.

Alimentação para o coração: dieta que protege

A dieta cardioprotetora, como comentamos há pouco, foi desenvolvida para prevenir a obesidade, hipertensão e diabetes. Essas são enfermidades que podem engatilhar doenças cardiovasculares e quadros clínicos severos.

A dieta separa os alimentos em grupos de cores. São os seguintes:

Grupo verde, consumo frequente

  • Verduras diversas, como brócolis, espinafre, alface;
  • Legumes, como cenoura, abóbora, beterraba, abobrinha;
  • Leguminosas, como feijão, ervilha e lentilha;
  • Leites e iogurtes desnatados;
  • Frutas, como banana, morango, manga, limão, mexerica.

Grupo amarelo, consumo moderado

  • Óleos vegetais;
  • Cereais, como arroz (branco ou integral), aveia, granola;
  • Massas;
  • Tubérculos cozidos, como batata, mandioca e mandioquinha;
  • Farinhas de mandioca, tapioca, milho ou rosca;
  • Caju, nozes, castanhas e oleaginosas diversas;
  • Mel;
  • Doces de abóbora, coco ou goiaba;
  • Geleia de frutas;
  • Pães.

Grupo azul, consumo que deve ser em baixa quantidade

  • Queijos brancos e amarelos;
  • Manteiga;
  • Ovos;
  • Carnes;
  • Leite condensado;
  • Doces ricos em açúcar, mesmo caseiros (pudim, bolo, torta);
  • Creme de leite.

Fuja dos alimentos ultraprocessados

A dieta que visa proteger o coração e o corpo das enfermidades diversas se baseia, inclusive, na prevenção do consumo de determinados artigos industrializados, que compõem o Grupo Vermelho.

Entre os alimentos que não devem fazer parte da sua rotina, estão:

  • Embutidos, como presunto, mortadela, salame, salsicha;
  • Nuggets ou hambúrgueres congelados;
  • Pós achocolatados, mesmo “diets”;
  • Refeições industrializadas, como marmitas congeladas, lasanhas, macarrões com molho;
  • Macarrão instantâneo;
  • Biscoitos recheados ou salgados de pacote;
  • Farinha láctea;
  • Sorvetes;
  • Molhos prontos;
  • Temperos prontos, como ketchup.

O que mais deve ser evitado?

Pessoas de todos os perfis e idades, com doenças preexistentes ou não, devem tomar cuidado com o consumo de açúcar e sódio (sal).

O sódio está presente na composição de diversos alimentos citados na lista anterior – no macarrão instantâneo, por exemplo, temos cerca de 1900 mg de sódio por pacote. 

O consumo diário recomendado, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, é de no máximo 2 g de sódio por dia, equivalente a 5g de sal.

O consumo exacerbado de sódio propicia o surgimento de doenças crônicas, especialmente hipertensão arterial, alterações no funcionamento dos rins e problemas no coração.

O açúcar é mais difícil de controlar, especialmente porque pode estar “camuflado” nos ingredientes de diversos produtos industrializados.

Outros nomes para o açúcar e derivados, igualmente perigosos, são:

  • frutose;
  • sacarose;
  • sorbitol;
  • xarope de arroz;
  • açúcar de cana;
  • açúcar invertido.

O açúcar, além de fornecer quantidades significativas de calorias vazias, ou seja, que não possuem valores nutricionais significativos , está associado ao desenvolvimento de diabetes, obesidade e alteração nos exames laboratoriais.

O vício em açúcar também faz com que o sistema imune fique mais frágil, além de afetar os ossos e deixar o paladar menos propício a sabores diferentes.

Quer saber mais sobre alimentação ideal para o coração? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cardiologista em Uberlândia.

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Acidente Vascular Cerebral (AVC): sintomas e prevenção

Acidente Vascular Cerebral (AVC): sintomas e prevenção

Acidente vascular cerebral, ou simplesmente AVC: você possivelmente já ouviu falar sobre o problema. Porém, você saberia reconhecê-lo, caso ocorra em alguém próximo, ou em si mesmo?

Neste artigo, explicaremos um pouco mais sobre a circunstância em si, além de expor alguns sintomas típicos. Confira, a seguir.

Acidente vascular cerebral (AVC): o que é?

De acordo com material publicado pelo Ministério de Saúde, o acidente vascular cerebral, também conhecido como AVC, acontece quando vasos que transportam sangue ao cérebro sofrem rompimento ou entopem.

Em situações do gênero, a área que ficou sem circulação sofre paralisia. Existem dois tipos de AVC, o hemorrágico e o isquêmico.

Entenda cada um deles, abaixo.

AVC hemorrágico

Como o nome sugere, é caracterizado pelo sangramento em uma parte específica do cérebro, por conta do rompimento de vasos sanguíneos.

É mais comum em pacientes que possuem hipertensão arterial ou portadores de angiopatia amilóide, uma doença inflamatória que pode fragilizar a parede das artérias.

O tratamento dependerá do tipo de lesão e do estado geral de saúde do paciente. 

Há quem precise ser tratado com medicamentos intravenosos e orais. Da mesma forma, há quem necessite passar por intervenção cirúrgica após o ocorrido.

A cirurgia tem como objetivo drenar o sangue da região cerebral.

AVC isquêmico

Também conhecido como isquemia cerebral, e popularmente chamado de derrame, este tipo de AVC ocorre quando alguma parte do cérebro fica sem fluxo sanguíneo. Isso acontece por causa de uma obstrução em uma artéria.

Infelizmente, boa parte dos pacientes que passam por um AVC isquêmico, quando não padecem da enfermidade, têm que enfrentar algumas sequelas. Paralisias, dificuldade de falar e alterações na memória pode ser consequências do ocorrido.

O AVC isquêmico é mais comum em pessoas que fumam, são sedentárias, têm histórico de doenças cardiovasculares ou familiares com problemas dessa ordem. Também estão em maior risco pessoas com hipertensão arterial ou colesterol alto.

Indivíduos diabéticos têm duas vezes mais chances de passar por um AVC isquêmico do que pessoas sem a doença. Assim, controlar a glicemia e manter todos os exames clínicos em dia é fundamental para prevenir o problema.

Existe ainda arritmias que são responsáveis pela doença. Cerca de 20 a 30% dos acidentes vasculares cerebrais são de origem cardioembólica, ou seja, causada por coágulos. A principal arritmia conhecida como fibrilação atrial é a principal causa cardiogênica de coágulos.

Pacientes com AVC podem apresentar:

  • fraqueza nas pernas ou no corpo como um todo;
  • dificuldade de compreensão de palavras simples, esquecimento de palavras ou dificuldade para falar ou emitir sons;
  • adormecimento ou sensação de formigamento em um dos lados do corpo;
  • tontura;
  • perda de equilíbrio;
  • dificuldade para andar;
  • alterações no campo visual;
  • perda de força muscular no rosto, o que pode fazer com que o paciente fique com a boca entortada;
  • perda da coordenação motora;
  • dores de cabeça intensas, que podem inclusive fazer com que o paciente perca a consciência.

Não é necessário que o indivíduo afetado por um Acidente Vascular Cerebral manifeste todos os sintomas, mas eles podem se apresentar de maneira combinada.

Os sintomas do AVC são súbitos: assim, é necessário levar o paciente imediatamente para o hospital. Quanto mais rápido o atendimento for feito, maiores as chances de sobrevivência.

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Dor de cabeça pode indicar problema cardiovascular?

Dor de cabeça pode indicar problema cardiovascular?

Você sabia que uma simples dor de cabeça pode significar a presença de doenças mais graves no organismo? A cefaleia, como também é chamada, é uma das queixas médicas mais registradas nos consultórios e hospitais.

Sem um motivo aparente, pode surgir aquela dor leve de cabeça e, com o tempo, ela aumentar e se instalar. Em muitos casos, ela demora a passar e só melhora com o uso de medicamentos analgésicos.

Tem muita gente que ignora esse sintoma. No entanto, estudos apontam que há uma incidência maior de cefaleia em quem apresentou problemas cardiovasculares. Por isso, neste artigo, vamos falar da relação da dor de cabeça e problemas no coração. Não deixe de acompanhar!

Cefaleia x doenças cardiovasculares

Um estudo feito nos Estados Unidos e na Dinamarca mostrou que pessoas com enxaqueca apresentaram quadro de problemas cardíacos com maior incidência do que as que não tinham esse tipo de dor.

A cada mil pessoas com enxaqueca, 25 sofreram um ataque cardíaco, em comparação a 17 entre mil que não sofriam de cefaleia. Portanto, há de fato um alerta para o quadro de enxaqueca em quem já tem histórico ou fator de risco para doença cardíaca.

Ou seja, se o paciente tem histórico de cardiopatia ou doença vascular na família, deve ficar atento a dores de cabeça frequentes. Assim como os tabagistas, alcoolistas, obesos e hipertensos.

Como reconhecer que a dor de cabeça é algo mais grave

Os estados dolorosos podem variar de duração e intensidade. De acordo com essas diferenças, podemos suspeitar que pode ser algo mais sério. Por isso, devemos ficar atentos às seguintes situações:

  • dores de cabeça com visão dupla podem indicar problemas neurológicos
  • dores de cabeça com dores no pescoço e nos olhos podem ser relacionadas a pressão alta.
  • dores de cabeça seguidas de desmaio pode ser acidente vascular cerebral (AVC) e arritmias.

No entanto, há outros tipos de cefaleia que nada têm a ver com alguma doença. Podem ser sinal de maus hábitos de vida. Pessoas que dormem pouco, não se alimentam bem, abusam de substâncias como álcool e drogas costumam também ter enxaqueca.Nesses casos, são dores latejantes na parte frontal da cabeça. Podem durar alguns dias e nem sempre têm relação com algo mais sério.

O importante é conversar com um médico. A enxaqueca tem tratamento. No entanto, a dor de cabeça que é um sinal de uma outra doença só vai passar se a patologia de origem for tratada também.

Além disso, o convívio com a dor de cabeça pode ser altamente incapacitante para algumas pessoas. Muitas têm a qualidade de vida afetada, apresentando baixo rendimento no trabalho, problemas com o sono e alterações de humor.

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Quais exames são pedidos no check-up cardiológico?

Quais exames são pedidos no check-up cardiológico?

O check-up cardiológico é uma rotina de exames de extrema importância. Você sabia que, de acordo com o Ministério da Saúde, só no Brasil mais de 300 mil pessoas morrem todo ano por conta de doenças cardiovasculares, como infarto e insuficiência cardíaca?

Por isso, pessoas acima dos 45 anos e com histórico de patologias do coração na família devem se submeter periodicamente a exames que averiguem a saúde desse órgão fundamental para a nossa vida.

E há um grupo de procedimentos diagnósticos que auxiliam o médico cardiologista a avaliar o risco de o paciente ter ou desenvolver problemas cardíacos ou circulatórios.

Neste artigo, vamos apresentar quais exames são esses e qual o objetivo de cada um deles no check-up cardiológico. Acompanhe!

Quando devo realizar o check-up cardiológico?

Há um consenso entre profissionais da área de cardiologia de que a rotina de exames para verificar a saúde do coração deve começar a partir dos 45 anos.

No entanto, quem tem fatores de risco para doenças cardiovasculares não deve esperar essa idade chegar para dar início às idas ao cardiologista. Além disso, quem quer começar a fazer um novo esporte também precisa da avaliação.

Quais exames terei de fazer?

Existe um grupo de exames básicos, que são o raio-x de tórax, o eletrocardiograma, o teste de esforço, o ecocardiograma e alguns exames de sangue. Quando alguma alteração é observada em um ou mais deles, são solicitados exames complementares, como cintilografia do miocárdio, Holter, MAPA, entre outros.

Aqui, vamos falar sobre os exames que são mais realizados no check-up do coração. São eles:

Raio-x de tórax

Esse exame tem como objetivo analisar o contorno do coração, verificando se há anormalidades, principalmente com a artéria aorta, que é um importante vaso que sai do coração e distribui sangue para o resto do corpo.

Teste de esforço ou teste ergométrico

O teste de esforço é feito em uma esteira ou em uma bicicleta ergométrica e visa observar alterações da pressão arterial ou do ritmo cardíaco durante a realização de esforço físico. Avalia arritmias induzidas pelo esforço e, principalmente, possíveis placas grandes de gordura nas artérias do coração.

Eletrocardiograma

O eletrocardiograma é um exame que detecta arritmias e batimentos irregulares do coração. Também serve para avaliar se existem alterações cardíacas que sugiram uma nova possibilidade de infarto. Além disso, pode indicar alterações hidroeletrolíticas, como diminuição ou aumento de potássio no sangue.

Ecocardiograma

É um ultrassom do coração. Com ele pode se avaliar se as estrutura do coração esta normal. O tamanho de cada câmara, as valvular e a força do órgão. É essencial no diagnóstico de doenças congênitas e na avaliação e evolução de várias doenças.

Exames laboratoriais

Além dos exames de coração, há exames laboratoriais importantes na rotina de cuidados cardiovasculares.

São eles:

  • hemograma;
  • CK-MB, que mede uma enzima liberada pelo músculo cardíaco e pode detectar uma isquemia;
  • troponina e mioglobina, enzimas que ajudam a detectar a possibilidade de infarto.

Além desses, podem ser solicitados outros exames laboratoriais que contribuam para avaliar o risco de doenças cardiovasculares, como o de glicose, o de colesterol e o de triglicerídios.

Todos os exames recomendados pelo seu médico no momento do check-up cardiológico são de extrema importância. Por isso, não hesite em fazê-los. Eles podem detectar doenças preexistentes e indicar a possibilidade de problemas cardíacos futuros.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cardiologista em Uberlândia.

Posted by Dr. André Navarro in Todos