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Dor de cabeça pode indicar problema cardiovascular?

Dor de cabeça pode indicar problema cardiovascular?

Você sabia que uma simples dor de cabeça pode significar a presença de doenças mais graves no organismo? A cefaleia, como também é chamada, é uma das queixas médicas mais registradas nos consultórios e hospitais.

Sem um motivo aparente, pode surgir aquela dor leve de cabeça e, com o tempo, ela aumentar e se instalar. Em muitos casos, ela demora a passar e só melhora com o uso de medicamentos analgésicos.

Tem muita gente que ignora esse sintoma. No entanto, estudos apontam que há uma incidência maior de cefaleia em quem apresentou problemas cardiovasculares. Por isso, neste artigo, vamos falar da relação da dor de cabeça e problemas no coração. Não deixe de acompanhar!

Cefaleia x doenças cardiovasculares

Um estudo feito nos Estados Unidos e na Dinamarca mostrou que pessoas com enxaqueca apresentaram quadro de problemas cardíacos com maior incidência do que as que não tinham esse tipo de dor.

A cada mil pessoas com enxaqueca, 25 sofreram um ataque cardíaco, em comparação a 17 entre mil que não sofriam de cefaleia. Portanto, há de fato um alerta para o quadro de enxaqueca em quem já tem histórico ou fator de risco para doença cardíaca.

Ou seja, se o paciente tem histórico de cardiopatia ou doença vascular na família, deve ficar atento a dores de cabeça frequentes. Assim como os tabagistas, alcoolistas, obesos e hipertensos.

Como reconhecer que a dor de cabeça é algo mais grave

Os estados dolorosos podem variar de duração e intensidade. De acordo com essas diferenças, podemos suspeitar que pode ser algo mais sério. Por isso, devemos ficar atentos às seguintes situações:

  • dores de cabeça com visão dupla podem indicar problemas neurológicos
  • dores de cabeça com dores no pescoço e nos olhos podem ser relacionadas a pressão alta.
  • dores de cabeça seguidas de desmaio pode ser acidente vascular cerebral (AVC) e arritmias.

No entanto, há outros tipos de cefaleia que nada têm a ver com alguma doença. Podem ser sinal de maus hábitos de vida. Pessoas que dormem pouco, não se alimentam bem, abusam de substâncias como álcool e drogas costumam também ter enxaqueca.Nesses casos, são dores latejantes na parte frontal da cabeça. Podem durar alguns dias e nem sempre têm relação com algo mais sério.

O importante é conversar com um médico. A enxaqueca tem tratamento. No entanto, a dor de cabeça que é um sinal de uma outra doença só vai passar se a patologia de origem for tratada também.

Além disso, o convívio com a dor de cabeça pode ser altamente incapacitante para algumas pessoas. Muitas têm a qualidade de vida afetada, apresentando baixo rendimento no trabalho, problemas com o sono e alterações de humor.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cardiologista em Uberlândia

Posted by Dr. André Navarro in Todos
Quais exames são pedidos no check-up cardiológico?

Quais exames são pedidos no check-up cardiológico?

O check-up cardiológico é uma rotina de exames de extrema importância. Você sabia que, de acordo com o Ministério da Saúde, só no Brasil mais de 300 mil pessoas morrem todo ano por conta de doenças cardiovasculares, como infarto e insuficiência cardíaca?

Por isso, pessoas acima dos 45 anos e com histórico de patologias do coração na família devem se submeter periodicamente a exames que averiguem a saúde desse órgão fundamental para a nossa vida.

E há um grupo de procedimentos diagnósticos que auxiliam o médico cardiologista a avaliar o risco de o paciente ter ou desenvolver problemas cardíacos ou circulatórios.

Neste artigo, vamos apresentar quais exames são esses e qual o objetivo de cada um deles no check-up cardiológico. Acompanhe!

Quando devo realizar o check-up cardiológico?

Há um consenso entre profissionais da área de cardiologia de que a rotina de exames para verificar a saúde do coração deve começar a partir dos 45 anos.

No entanto, quem tem fatores de risco para doenças cardiovasculares não deve esperar essa idade chegar para dar início às idas ao cardiologista. Além disso, quem quer começar a fazer um novo esporte também precisa da avaliação.

Quais exames terei de fazer?

Existe um grupo de exames básicos, que são o raio-x de tórax, o eletrocardiograma, o teste de esforço, o ecocardiograma e alguns exames de sangue. Quando alguma alteração é observada em um ou mais deles, são solicitados exames complementares, como cintilografia do miocárdio, Holter, MAPA, entre outros.

Aqui, vamos falar sobre os exames que são mais realizados no check-up do coração. São eles:

Raio-x de tórax

Esse exame tem como objetivo analisar o contorno do coração, verificando se há anormalidades, principalmente com a artéria aorta, que é um importante vaso que sai do coração e distribui sangue para o resto do corpo.

Teste de esforço ou teste ergométrico

O teste de esforço é feito em uma esteira ou em uma bicicleta ergométrica e visa observar alterações da pressão arterial ou do ritmo cardíaco durante a realização de esforço físico. Avalia arritmias induzidas pelo esforço e, principalmente, possíveis placas grandes de gordura nas artérias do coração.

Eletrocardiograma

O eletrocardiograma é um exame que detecta arritmias e batimentos irregulares do coração. Também serve para avaliar se existem alterações cardíacas que sugiram uma nova possibilidade de infarto. Além disso, pode indicar alterações hidroeletrolíticas, como diminuição ou aumento de potássio no sangue.

Ecocardiograma

É um ultrassom do coração. Com ele pode se avaliar se as estrutura do coração esta normal. O tamanho de cada câmara, as valvular e a força do órgão. É essencial no diagnóstico de doenças congênitas e na avaliação e evolução de várias doenças.

Exames laboratoriais

Além dos exames de coração, há exames laboratoriais importantes na rotina de cuidados cardiovasculares.

São eles:

  • hemograma;
  • CK-MB, que mede uma enzima liberada pelo músculo cardíaco e pode detectar uma isquemia;
  • troponina e mioglobina, enzimas que ajudam a detectar a possibilidade de infarto.

Além desses, podem ser solicitados outros exames laboratoriais que contribuam para avaliar o risco de doenças cardiovasculares, como o de glicose, o de colesterol e o de triglicerídios.

Todos os exames recomendados pelo seu médico no momento do check-up cardiológico são de extrema importância. Por isso, não hesite em fazê-los. Eles podem detectar doenças preexistentes e indicar a possibilidade de problemas cardíacos futuros.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cardiologista em Uberlândia.

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Quais são as doenças tratadas pelo cardiologista?

Quais são as doenças tratadas pelo cardiologista?

O médico cardiologista é o profissional que trata as doenças que acometem o coração e outros componentes do sistema circulatório.

Você conhece as patologias que são tratadas pela área de cardiologia? Há dezenas de problemas cardiovasculares, e alguns deles são extremamente graves, podendo colocar em risco a saúde do paciente. Porém, a maioria pode ser controlada com o tratamento adequado.

Por isso, neste artigo, vamos relacionar as principais doenças tratadas pelo médico cardiologista. Confira!

Doenças tratadas pelo cardiologista

Arritmia cardíaca

A arritmia causa sensação de desconforto provocada pela aceleração ou desaceleração nos batimentos cardíacos, ou seja, o coração não está batendo no seu rimo normal.

Hipertensão arterial

Conhecida como pressão alta, a hipertensão é uma doença crônica, e muitas vezes silenciosa, que pode ter causa hereditária ou ser decorrente de hábitos não saudáveis.

Hipotensão arterial

Ao contrário da pressão alta, neste quadro, o sangue é bombeado com menos força, podendo causar sintomas como desmaios, sonolência, tontura e confusão mental.

Insuficiência cardíaca

A insuficiência cardíaca acontece quando os músculos do coração perdem força para bombear o sangue rico em oxigênio para o restante do corpo. Os paciente normalmente evoluem com falta de ar, cansaço ou inchaço nas pernas.

Doença da aorta

A aorta é uma artéria importante para a circulação sanguínea. Ela sai do lado esquerdo do coração e é o primeiro local por onde passa o sangue que vai para o resto do corpo.

Qualquer patologia que acometa esse vaso é preocupante e, entre elas, estão o aneurisma de aorta, aterosclerose na aorta, entre outras.

Cardiopatia congênita

A cardiopatia congênita é qualquer anormalidade da estrutura do coração que surge quando o bebê ainda está na barriga da mãe.

Aterosclerose

É a formação de placas de gordura no interior das artérias, o que dificulta a passagem do sangue.

Infarto do miocárdio

O infarto acontece quando há a interrupção do sangue que vai para o miocárdio, que é o músculo do coração. O bloqueio do sangue é provocado por placas decorrentes da aterosclerose.

Angina

Outra condição também provocada pela aterosclerose. Na angina, há o estreitamento das artérias que levam sangue ao coração, restringindo o fluxo de sangue, ocasionando dor.

Cardiomiopatia

A cardiomiopatia é uma doença no músculo do coração que faz com que ele não faça o bombeamento do sangue de forma adequada.

Doenças Valvulares

Conhecido também como sopro no coração, é verificado quando a válvula não se fecha ou se abre corretamente, com isso, pode haver a dificuldade de bombeamento de sangue, provocando sintomas como arritmias, tonturas e vertigens.

O médico cardiologia também cuida de doenças que acometem os pulmões, já que esses órgãos trabalham em associação com o coração e com os vasos sanguíneos para levar oxigênio e nutrientes para todo o corpo.

Entre os problemas pulmonares tratados pela cardiologia, estão a embolia pulmonar, a hipertensão pulmonar e a cor pulmonale.

Também tratam doenças metabólicas como a dislipidemia, colesterol e triglicérides alto, e diabetes.

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Como o tabagismo afeta a saúde do coração?

Como o tabagismo afeta a saúde do coração?

Os males que o tabagismo provoca no pulmão e a grande contribuição deste vício para o surgimento do câncer, o ato de fumar ainda prejudica o coração do fumante e de quem respira sua fumaça. Atualmente, este hábito está dentre os principais fatores que contribuem para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

O vício em cigarro também provoca a aceleração do processo de oxidação do colesterol, aumentando as chances de formação da placa de aterosclerose.

Como o tabagismo afeta o coração?

Nos fumantes, os compostos químicos que são encontrados no tabaco entram diretamente na corrente sanguínea. Algumas dessas substâncias enviam alguns tipos de sinais para o coração, alterando o funcionamento desse órgão.

Os compostos químicos e as diversas substâncias que estão presentes no cigarro afetam significativamente as paredes internas dos vasos sanguíneos, facilitando o depósito de gordura e, além disso, causa a redução do HDL, o chamado bom colesterol, reduzindo a capacidade do organismo de previnir esse acúmulo.

Com o tempo, esses efeitos negativos do tabaco tendem a ser cada vez mais evidentes, fazendo com que a pessoa piore de forma contínua e tenha cada vez menos qualidade de vida.

E tem mais. A trombose é outra doença cujos riscos de ocorrer aumentam significativamente no fumante. Esse problema de saúde é caracterizado pela formação de coágulos sanguíneos , os trombos, responsáveis por provocar a obstrução parcial ou total do vaso.

As substâncias tóxicas que entram no corpo, oriundas do tabagismo, também podem estar relacionadas com o surgimento e/ou o agravamento da pressão arterial alta.

Além disso, há um fator que todo fumante precisa considerar seriamente: as enfermidades relacionadas ao cigarro provocam doenças graves. Tais doenças podem deixar sequelas complexas, tornando o indivíduo extremamente limitado e até mesmo levando-o ao óbito.

Quem não fuma também sofre

A pessoa que não fuma aspira a fumaça liberada pelo fumante. Atualmente, há uma série de pesquisas demonstrando que fumantes adultos podem afetar significativamente a vida das crianças.

Além disso, as chances de que a criança adote o vício e ingresse em uma vida sem saúde são altas. De fato, não é fácil e muito menos rápido deixar o tabagismo, no entanto, vale a pena, mesmo com todas as tentativas falhas e recaídas.

Como fica o coração de quem para de fumar?

Largar o vício é uma das melhores coisas que o fumante pode fazer pela própria vida e pela saúde cardiovascular. Ao deixar de lado o cigarro, há uma redução de 50% do risco de infarto já nos primeiros 3 anos. Além disso, ocorre a diminuição das chances de que outras doenças surjam.

Porém, a jornada é longa. A maioria dos tabagistas deve passar cerca de 10 anos sem o cigarro para que a saúde cardiovascular se equipare com a de um não fumante.

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Colesterol alto: sintomas, causas e tratamento

Colesterol alto: sintomas, causas e tratamento

Diferente do que muitos acreditam, o colesterol não se forma apenas por meio da alimentação: apenas 30% é originado daquilo que se come. O restante, 70%, é produzido pelo próprio organismo.

Trata-se de um álcool policíclico, presente no organismo de todos os animais, encontrado nas membranas celulares e transportado no plasma sanguíneo.

Além disso, índices elevados de colesterol são fatores de risco para doenças cardiovasculares e acidente vascular cerebral (AVC).

Mesmo sendo natural e produzido pelo próprio organismo, o colesterol alto pode provocar graves riscos para a saúde. Dentre eles, estão o acúmulo de placas de colesterol nas paredes das artérias.

Neste post, aprenderemos mais sobre o assunto. Acompanhe!

O que saber sobre colesterol

O colesterol é uma substância que não se mistura no sangue. Para se transportar, utiliza as lipoproteínas, que são classificadas de acordo com a sua densidade, ou seja, sua capacidade de adesão.

HDL — High Density lipoprotein

Conhecido como “colesterol bom”, o HDL possui uma densidade alta e, com isso, “retira” a gordura das artérias e as leva para o fígado para a eliminação. Ter níveis altos de HDL no organismo significa menos chances de desenvolver doenças.

LDL — Low Density lipoprotein

É o tipo ruim, pois se prende nas artérias e promove a formação de aterosclerose, além de ser fator de risco para outras patologias.

Sintomas de colesterol alto

Nível alto de colesterol é um problema silencioso. Isso significa que, quando ele é percebido, o estágio encontra-se avançando, colocando outros órgãos em risco.

Entretanto, alguns sinais clínicos podem ser percebidos quando o nível do colesterol é extremamente elevado, como o surgimento de xantelasmas e arco córneo, que são manchas esbranquiçadas nas pálpebras e iris, respectivamente.

Causas conhecidas

Uma série de fatores estão associados ao alto nível de colesterol no sangue. Por isso, além da alimentação, é importante ficar atento:

  • à hipercolesterolemia familiar, quando a causa possui origem hereditária;
  • a diabetes descontrolada;
  • à insuficiência renal;
  • a problemas na glândula de tireoide;
  • ao uso de anabolizantes;
  • à obesidade;
  • ao sedentarismo.

Tratamentos disponíveis para o colesterol alto

Níveis elevados de colesterol podem ser tratados com medicamentos. Entretanto, é essencial que haja uma mudança no estilo de vida. Isso porque, a adoção de hábitos saudáveis pode diminuir o colesterol LDL sem o auxílio de medicamentos.

Adote uma alimentação saudável

Evite alimentos gordurosos, principalmente os de origem animal, frituras, processados, açúcares e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas. Prefira o ingerir grãos integrais, carnes magras, sucos naturais, frutas e verduras.

Faça atividade física

A prática de exercícios físicos é importante porque, além de controlar os triglicérides, aumenta os níveis de HDL.

No entanto, é necessário que o médico avalie quais medidas serão necessárias, de acordo com cada caso. O uso de medicamentos é indicado em níveis muito altos de colesterol ou quando já tem outros problemas associados.

O colesterol alto deve ser controlado, pois é uma porta aberta para problemas graves de saúde. Por isso, fique atento, principalmente se você for sedentário e possui uma má alimentação, procure um médico para verificar como está a sua saúde.

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5 práticas para manter a saúde do coração

5 práticas para manter a saúde do coração

De acordo com índices divulgados pelo Ministério da Saúde, cerca de 35% dos brasileiros sofrem com hipertensão e quase a metade nunca foram devidamente diagnosticados. Essa é uma situação que pode ser evitada se os cuidados com a saúde do coração começarem desde cedo.

O número de óbitos, devido a doenças cardiovasculares, tem aumentado constantemente no país. Hoje, as enfermidades do coração são responsáveis por cerca de 30% de todas as mortes no Brasil. O sedentarismo e o sobrepeso são grandes fatores de risco.

A falta de atividade física contribui, sobretudo, para o acúmulo de gordura corporal. Com o excesso de peso, a gordura começa a se acumular no organismo, sobrecarregando o funcionamento de órgãos vitais, como o coração.

Ao pensar em cuidar da saúde do coração, o primeiro caminho é manter os fatores de risco sob controle. Além do sedentarismo e obesidade, ainda há alguns hábitos pouco saudáveis que precisam ser atenuados.

Neste post, conheceremos 5 práticas que ajudam a manter o coração saudável e devem ser seguidas desde cedo. Confira!

Como manter a saúde do coração

1. Mantenha o peso controlado

O excesso de peso traz consigo consequências graves para a saúde de um modo geral. Além de ser diretamente ligada a casos de doenças cardiovasculares, ainda contribui para a diabetes tipo 2 e problemas ortopédicos.

Ainda, favorece o acúmulo de gordura nas artérias e órgãos vitais, como fígado.

2. Pratique atividades físicas regulares

Exercícios físicos atuam positivamente no controle dos níveis de colesterol e açúcar no sangue. Além disso, auxiliam para manter a pressão arterial nos níveis considerados saudáveis.

Acredita-se que os estímulos causados pelo movimento ajudam a limpar as células do corpo, facilitam a circulação do oxigênio e o funcionamento do sistema linfático.

A indicação é que seja realizado, pelo menos, 30 minutos de atividades físicas por dia. Entretanto, é necessário consultar um profissional da saúde antes de começar a prática para receber as indicações corretas.

3. Tenha atenção com a alimentação

Alimentação saudável é imprescindível, tanto para manter a saúde do coração quanto do organismo como um todo.

A dica é optar por alimentos ricos em gorduras do bem, como o abacate, azeite e amendoim. Folhas, legumes e frutas também são muito importantes para o cardápio, pois contêm altos teores de vitaminas e minerais que fortalecem o organismo e ajudam no combate à obesidade.

Ainda, alimentos que contêm fibras, ajudam no bom funcionamento do intestino e contribuem para manter a saciedade por mais tempo, logo, são importantes aliados no controle do peso.

4. Consulte o cardiologista com frequência

Se engana quem acha que visitas ao cardiologista precisam ser feitas apenas quando já existe algum problema no coração.

Algumas doenças cardiovasculares não apresentam sintomas no início e, quando aparecem, o quadro nem sempre pode ser reversível. Esse é o caso da dislipidemia, que aumenta consideravelmente o risco de obstrução das artérias, levando ao infarto do miocárdio.

Lembre-se que, check-ups frequentes previnem o surgimento de doenças e ajudam a diagnosticar outras precocemente, evitando complicações.

5. Siga hábitos de vida saudável

O excesso de fast food e comidas extremamente industrializadas desestabilizam todo o funcionamento do organismo. Esse tipo de alimento possui quantidades desnecessárias de açúcar, gorduras, sal e conservantes.

Além disso, exagerar no consumo de álcool, além de lesar o fígado, pode causar vários problemas. O etanol, presente nas bebidas alcoólicas, está diretamente associado ao surgimento de doenças como arritmias e miocardiopatia alcoólica.

Por último, mas não menos importante, para manter a saúde do coração, evite o tabagismo. As substâncias presentes no cigarro sobrecarregam o funcionamento do órgão e promove o estreitamento das artérias.

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Sedentarismo e obesidade: os riscos para o coração

Sedentarismo e obesidade: os riscos para o coração

O número de pacientes no mundo com doença cardiovascular só cresce. Isso acontece devido aos novos hábitos de alimentação e estilo de vida adotados pela população nas últimas décadas. Só em 2015, mais de 17 milhões de pessoas foram a óbito em consequência de problemas cardiovasculares. A boa notícia é que grande parte dos efeitos dessas doenças podem ser evitados ou amenizados, sobretudo, controlando fatores como o sedentarismo e obesidade.

Doença cardiovascular representa um conjunto de patologias que afetam o coração e os vasos sanguíneos. Só para exemplificar, é possível citar a doença coronariana, infarto, hipertensão, acidente vascular cerebral e aterosclerose.

Em geral, ocorrem em decorrência do acúmulo de gordura nas paredes dos vasos sanguíneos, situação que prejudica o fluxo ideal de sangue e seus nutrientes para as outras partes do corpo, em especial, o cérebro e o coração.

Neste post, aprenderemos um pouco mais sobre o tema. Confira!

Como evitar doença cardiovascular?

A principal forma de evitar as doenças cardiovasculares é por meio do controle dos fatores de risco. Existem dois grupos:

  • os não modificáveis, que incluem idade, sexo e genética;
  • os modificáveis, que englobam os comportamentos e hábitos de vida, tais como o sedentarismo e obesidade.

O que é obesidade?

A obesidade é considerada doença crônica, definida como o excesso de gordura corporal provocada por diversas condições, tanto genéticas quanto ambientais. Histórico familiar, distúrbios psicológicos e, principalmente, ingestão calórica inadequada são os motivos preponderantes do sobrepeso.

O indivíduo que possui índice de massa corporal (IMC) maior que 30 é classificado como obeso e integra o grupo de risco para diversas doenças crônicas.

O que é sedentarismo?

Uma das palavras mais utilizadas quando o assunto é o aumento do risco de desenvolver doenças, o sedentarismo é a ausência de exercícios, que envolvem esforço físico de maior ou menor intensidade, de modo regular. A pessoa sedentária realiza, somente, atividades que não elevam o seu gasto energético.

Por que sedentarismo e obesidade são um risco para o coração?

Primeiramente, a falta de atividade física e o excesso de peso estão diretamente associados ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Isso porque eles contribuem ativamente para o aumento da quantidade de lipídeos na corrente sanguínea.

O sedentarismo intensifica o ganho de peso e, desse modo, o armazenamento de gordura nas células adiposas. O fígado também pode armazenar gordura o que pode prejudicar seu funcionamento, acarretando graves consequências para o funcionamento saudável do organismo como um todo.

A propensão para problemas no coração decorre do desequilíbrio dos níveis de pressão arterial, lipídios no organismo e resistência à insulina. Tanto a falta de atividade quanto o sobrepeso, elevam a intolerância das células do corpo à ação da insulina, acumulando açúcar no sangue. Assim como problemas no coração, ainda pode ocorrer predisposição a diabetes.

Sedentarismo e obesidade não só favorecem o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, como aumentam o risco de diversas outras doenças crônicas, como diabetes e, até mesmo, câncer.

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Desmaio: entenda quais são as principais causas

Desmaio: entenda quais são as principais causas

O desmaio é uma condição clínica corriqueira, que afeta com mais frequência mulheres jovens, portadores de doenças do coração e pessoas idosas. A síncope, como também é conhecido, caracteriza-se pela ausência súbita e temporária da consciência. A recuperação da consciência e dos movimentos, geralmente se dá de forma espontânea.

É possível ocorrer desmaios repentinos, sem que o corpo emita nenhum sinal previamente. Entretanto, momentos antes do desmaio, a pessoa costuma sentir vertigem ou mal estar.

Ainda, há suor frio, náuseas, ânsia de vômito, visão turva, pulso fraco entre outros sintomas. Isso acontece porque, em boa parte dos casos, o fluxo de sangue do cérebro é alterado.

Neste post, compreenderemos um pouco mais sobre o tema. Acompanhe!

Quais as possíveis causas do desmaio?

Existem diversos fatores clínicos que levam ao desmaio. É indispensável que o diagnóstico seja realizado corretamente, já que, o fato em si, é apenas um sintoma. Muitas vezes, a pessoa não dá a devida importância e não procura ajuda médica. Por trás do desfalecimento aparentemente inofensivo, pode estar alguma doença coronária, por exemplo.

Diante do quadro apresentado, o médico vai identificar a causa considerando a história do paciente, exames clínicos e de imagem e, caso necessário, até mesmo exames neurológicos.

Problemas cardiovasculares

Os problemas no coração configuram um grande rol de potenciais doenças que levam ao desmaio. Arritmia, infarto, alteração nas válvulas cardíacas são bons exemplos.

Essas doenças, cada uma com suas implicações, impactam no funcionamento do sistema circulatório, atrapalhando o sangue de levar oxigênio para diversas partes do corpo, inclusive o cérebro.

Distúrbios metabólicos

Diversas são as alterações metabólicas que podem desencadear um desmaio. A desidratação é uma causa bem comum, assim como a hipoglicemia, que é a baixa de açúcar no sangue.

A hipoglicemia pode ocorrer em pacientes diabéticos, em situações de jejum prolongado, por exemplo. O cérebro necessita do açúcar para o seu funcionamento adequado, quando os níveis no sangue não são suficientes, a perda da consciência é uma das consequências.

Síncope vasovagal

A síncope vasovagal pode estar relacionada a forte emoção, dor, calor, desidratação, uso de álcool e costuma ter sua primeira apresentação ainda na idade mais jovem especialmente na adolescência.

Por estimulo do nervo vago pode haver alteração na frequência cardíaca e na pressão arterial, de forma diferente do normal, havendo uma hipoperfusão difusa, principalmente no cérebro. Imediatamente, a pessoa desmaia, mas rapidamente recobra a consciência após a queda ao solo. É o que acontece, por exemplo, com alguém que desmaia após ver sangue.

Gravidez

É bem comum uma mulher descobrir a gravidez após um episódio de desmaio. As alterações hormonais ocorridas durante a gestação são frequentes causas do desfalecimento.

Outros fatores

Os desmaios, ainda, podem ter causa idiopática. Isso quer dizer que é de causa desconhecida. Além das citadas acima, podemos elencar também:

  • uso de medicações;
  • transtornos psicológicos, como ansiedade e pânico;

Como tratar ou evitar o desmaio?

O desmaio não é doença. Portanto, o tratamento depende da causa do sintoma. Ao presenciar um caso de síncope, a orientação é que se deve checar a respiração da pessoa e, se houver supressão da respiração, é preciso ligar para o serviço de urgência da cidade.

Em casos leves, a volta da consciência acontece sem que seja necessária nenhuma intervenção. Levantar as pernas da pessoa desmaiada auxilia o fluxo sanguíneo, ajudando a pessoa a se sentir melhor mais rapidamente.

Após a pessoa voltar do desmaio, a recomendação é que um médico seja procurado imediatamente para investigar a causa e tratar a possível doença.

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Dor no peito: quais são as possíveis causas?

Dor no peito: quais são as possíveis causas?


Dor no peito é uma sensação muito comum. Quem nunca teve, com certeza, conhece alguém que já passou por isso. O alerta que o sintoma gera é fácil de entender. A dor é frequentemente associada a doenças do coração, sobretudo, infarto e angústia, sinal de que algo não vai bem.

Contudo, não são somente as patologias de origem cardíaca e psicológicas que provocam o sintoma. A maioria dos pacientes que procuram médico por dor não apresentam problemas no coração, sendo mais comuns a origem muscular e esofágica.

As dores podem ter intensidade variada conforme a origem. Quando advindas das doenças cardíacas, normalmente, lembram um aperto, ardor ou uma  pressão no peito. À medida que a pessoa pratica exercícios físicos ou passa por algum estresse, a intensidade pode aumentar. Ainda, pode irradiar para outras áreas do corpo, como ombros e braços, principalmente a esquerda.

Se a dor não é de origem cardíaca, usualmente, não se propaga para outras partes do corpo. Dessa forma, é percebida apenas no peito e não aumenta de intensidade por motivos emocionais.

Continue a leitura do  post e entenda um pouco mais sobre o assunto!

Causas de dor no peito

Os motivos, como citado anteriormente, podem abarcar diversas situações e patologias. Descreveremos aqui as principais causas de dor no peito. Acompanhe!

Dores no peito sentidas no lado direito:

  • pericardite — inflamação da membrana que envolve o coração, chamada de pericárdio. Inicialmente, é uma dor forte no peito, que vai se espalhando para as costas com o passar do tempo;
  • problemas na vesícula biliar —  tanto a pedra na vesícula quanto a inflamação do órgão desencadeiam dores no peito. Normalmente, também é sentida na barriga e no ombro do lado direito;
  • inflamações no estômago, fígado e pleura — a gastrite, pleurite e hepatite, frequentemente, causam o sintoma.

Dores no peito sentidas do lado esquerdo:

  • arritmia cardíaca — quem sofre com arritmia, além das dores no peito, também pode sentir falta de ar, tontura e fraqueza. Essa doença é caracterizada pelos batimentos cardíacos desordenados. Logo, há perigo de órgãos, como cérebro e coração, não receberem quantidades suficientes de sangue;
  • infarto — primeira causa apontada como origem de dores no peito pela população em geral. Nesse caso, a dor vem acompanhada por falta de ar, suor frio, náuseas e dormência no ombro e braço esquerdos;
  • arteriosclerose — essa doença causa a rigidez da parede das artérias devido à aglomeração de gordura no interior desses vasos.

Outras causas existentes de dor no peito

Muscular

Boa parte das dores no peito é de origem muscular. Isso quer dizer que pode ser sinal de danos ou lesões nos músculos, tanto quanto infecções.

Doenças pulmonares

É comum que, ao respirar, pessoas com infecções no pulmão e obstrução das artérias pulmonares sintam dor nessa região. O câncer de pulmão também pode causar o mesmo sintoma.

Emocional

Não apenas ataques de pânico, mas também crises de ansiedade e estresse são desencadeadores desse problema. A sensação pode vir como um aperto e dificuldade de respirar.

Problemas no sistema digestivo

As esofagites, gastrites e úlceras gástricas acabam produzindo a dor no peito pela lesão na parede do tubo digestivo. O refluxo gastroesofágico podem ainda causar espasmos com sintomas muito parecidos com um infarto.

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O que é dislipidemia?

O que é dislipidemia?

A dislipidemia é considerada um distúrbio provocado por alterações nos níveis de gorduras no sangue — lipídeos, especialmente em se tratando dos triglicerídeos e do colesteróis.

O colesterol tem uma atuação importante em funções e processos bioquímicos do organismo. Sem esses lipídeos a vida dificilmente poderia se desenvolver.

O problema é que a dislipidemia provoca mudanças, levando ao excesso dessas gorduras e, consequentemente, constituindo um dos mais evidentes fatores de risco da aterosclerose.

Neste post, conheceremos mais sobre o tema. Acompanhe!

Como a dislipidemia atua?

A “placa de gordura” provocada por essa condição costuma se iniciar com um processo inflamatório na parede da artéria e esta facilita a entrada do colesterol para o interior da parede. Quanto maior o colesterol, maior será o acumulo deste nas artérias.

A aterosclerose, nome dado a doença de quem tem as placas de gordura nas artérias, tem sua gravidade associada a fatores
de risco como o nível alto do colesterol, diabetes, tabagismo e
hipertensão arterial.

Algumas placas evoluem como piora da inflamação, podendo se romper, formando um coagulo na artéria e causando o infarto ou derrame. Outras evoluem mais estáveis, crescendo e enrijecendo, sendo mais difíceis de romper, levando a uma doença mais crônica.

Quais os tipos de dislipidemia?

O distúrbio é categorizado em dois tipos, sendo essas variações as seguintes:

  • primária: quando a origem é genética, mas pode sem intensificada por alguns fatores, como maus hábitos alimentares, tabagismo e sedentarismo;
  • secundária: nesse caso, o surgimento está associado há uma série de outros problemas , como obesidade, diabetes, hipotireoidismo, doenças crônicas do fígado, tabagismo, insuficiência renal crônica, ação de algumas medicações, entre várias outras.

Quais são os principais sintomas?

De uma maneira geral, essa condição clínica é uma doença assintomática e, não raro, a sua detecção acontecer quando já está muito avançada. Porém, quando os sintomas aparecem, o paciente precisa ficar alerta e buscar auxílio médico.

Os sintomas costumam variar entre uma forte dor no peito, podendo chegar até mesmo a um infarto do miocárdio, insuficiência vascular periférica e acidente vascular cerebral, também conhecido como derrame.

É importante destacar que, todas as situações descritas acima são complexas, graves e podem ser causadoras de sequelas, sendo que, em muitos casos, o paciente tem uma perda significativa de sua qualidade de vida. Além disso, ainda há o risco iminente de morte.

Sendo assim, somente uma avaliação clínica, feita com o médico especialista, por meio de exames de sangue específicos, é que pode detectar possíveis anormalidades nos níveis de lipídios antes mesmo que qualquer sintoma seja evidente.

Qual a prevenção?

Um dos fatores de maior peso é a alimentação, pois ela está relacionada diretamente com os níveis de triglicerídeos e colesterol no sangue. Ainda, por ser de fácil adaptação e mudança, ela é uma ótima ferramenta para a prevenção da dislipidemia.

Sendo assim, mudar e adotar hábitos alimentares, por meio da medicina preventiva, é a forma mais simples de prevenir, controlar e impedir o desenvolvimento dessa doença. Além disso, uma dieta saudável é fundamental para o bom funcionamento de todo o organismo.

É importante trabalhar a prevenção desde cedo, pois a dislipidemia surge aos poucos, mas, com o passar do tempo, pode provocar danos significativos ao organismo. E lembre-se: além trazer para a vida diária hábitos mais saudáveis, é fundamental manter a rotina de visitas ao médico especialista!

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cardiologista em Uberlândia.

Posted by Dr. André Navarro in Todos