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Como prevenir o colesterol alto?

Como prevenir o colesterol alto?

A hipercolesterolemia, ou simplesmente colesterol alto, é uma condição caracterizada por níveis elevados de colesterol (LDL) no sangue. Em muitos casos, o quadro é assintomático e só é descoberto mediante exame de sangue.

Em termos de LDL, os resultados abaixo de 100 mg/dl são ótimos. De 100 a 129 mg/dl são razoáveis. De 130 e 159 mg/dl é preciso ligar o sinal de alerta, pois representa um nível limítrofe. A partir de 160 mg/dl já é bastante preocupante. Entretanto, esses valores são para pessoas saudáveis, sem outros problemas de saúde, pois, quanto maior o risco de infarto e AVC, menor deve ser o colesterol LDL.

A alta quantidade de colesterol no sangue é um sério fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, sobretudo, em pessoas a partir dos 40 anos de idade, que apresentem outros aspectos predisponentes, como aterosclerose ou diabetes.

A boa notícia é que é possível prevenir o colesterol alto e, consequentemente, conquistar mais saúde e qualidade de vida. Quer descobrir como evitar a hipercolesterolemia? Confira a seguir:

Saiba como se prevenir do colesterol alto

Adote uma alimentação balanceada

Se alimentar de forma saudável é uma das estratégias mais eficientes para prevenir o colesterol alto, especialmente porque ajuda no controle do peso e evita o acúmulo de gordura corporal. O ideal é que a dieta seja balanceada, priorizando alimentos leves e com baixo teor de gordura saturada.

Aposte em legumes, frutas e grãos integrais ricos em fibras. Ao consumir gorduras, que também são nutrientes importantes, prefira as gorduras do bem, como castanhas, coco, abacate, azeite e peixes ricos em ômega 3. Fuja de frituras, embutidos, molhos industrializados e alimentos ultraprocessados. Eles são inimigos da saúde do coração.

Pratique exercícios físicos regulares

Você sabia que a falta de atividades físicas contribui efetivamente para o aumento do colesterol? Além disso, o sedentarismo influencia no desenvolvimento da hipertensão, diabetes, obesidade, entre outras condições que favorecem a hipercolesterolemia.

Para evitar o colesterol alto, não fume

O tabagismo, por si só, é extremamente perigoso. Só para ter ideia, o cigarro é principal causa evitável de óbitos no mundo. Quem fuma tem o risco de morte súbita até quatro vezes maior do que os não fumantes. Além disso, fumar é fator de risco para derrame cerebral, angina, câncer, colesterol alto, entre outros.

Controle seu peso

A obesidade é um dos fatores de risco para a subida do LDL (mau colesterol). Essa doença crônica engloba aspectos psicológicos, genéticos, metabólicos, ambientais, culturais, sociais, comportamentais, etc. O acúmulo de gordura corporal, inegavelmente, contribui para o surgimento de problemas cardíacos.

Visite o cardiologista periodicamente

Não fique muito tempo sem se consultar com o médico cardiologista. Ainda que você mantenha hábitos saudáveis, é importante checar periodicamente como anda a sua saúde, até porque, nem todos os fatores de risco para o colesterol alto são controláveis. A predisposição genética não é! Daí a importância de fazer o acompanhamento clínico e, eventualmente, se submeter a exames. Caso alguma alteração seja identificada precocemente, as chances de bons resultados no tratamento são significativamente maiores.

Quer saber mais sobre colesterol alto? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cardiologista em Uberlândia.

Posted by Dr. André Navarro in Todos
Arritmia cardíaca: o que é?

Arritmia cardíaca: o que é?

A arritmia cardíaca é uma condição caracterizada por alterações no ritmo dos batimentos do coração. Ela pode ser resultado de desequilíbrios no próprio órgão ou pode ser sintoma de problemas físicos ou psicológicos não necessariamente relacionados ao sistema cardíaco.

Não existe apenas um tipo de arritmia. Dentro das arritmias há a taquicardia, quando o ritmo é acelerado demais e a bradicardia, quando a cadência é muito lenta. Tanto uma quanto a outra são passíveis de agravamento e podem levar o coração a um colapso.

Em outras palavras, a arritmia cardíaca é um desbalanço rítmico do coração. É como se a sinfonia do órgão ficasse desajustada e desafinada. Quer saber um pouco mais sobre esse quadro de saúde? Leia o artigo completo e entenda melhor.

A arritmia é um problema sério?

Sim. A arritmia é uma condição clínica que demanda investigação e acompanhamento médico, afinal, a alteração no ritmo cardíaco compromete o bombeamento do sangue e, em alguns casos mais graves, pode até levar o indivíduo a óbito. Ao notar qualquer mudança nos batimentos do coração, é importante procurar o cardiologista o quanto antes.

Quais são os principais sintomas?

Os principais sintomas de arritmia cardíaca são as palpitações, fadiga, queda de pressão, desmaios, falta de ar, enjôos e vertigem. As manifestações podem variar de caso para caso, sendo mais brandas em alguns pacientes e mais severas em outros.

E os fatores de risco?

Há alguns fatores que predispõem indivíduos ao desenvolvimento de arritmia cardíaca, entretanto, apesar do risco ser aumentado em determinados grupos, não significa que quem tem um ou mais aspectos predisponentes vá desenvolver alterações no ritmo dos batimentos cardíacos.  Cumpre salientar que entre os principais fatores de risco estão o tabagismo, obesidade, apneia do sono, alcoolismo, distúrbios na tireoide, diabetes, hipertensão, estresse e influência genética.

Como prevenir?

A principal forma de prevenção é combater os fatores de risco controláveis, como por exemplo, se abster do cigarro e do álcool em excesso, além de praticar exercícios regulares e se alimentar de maneira saudável para evitar o sobrepeso, diabetes e hipertensão. Para diminuir as chances de desequilíbrio nos batimento cardíacos, uma vida leve e balanceada é essencial.

Como diagnosticar a arritmia cardíaca?

Para verificar se de fato os batimentos cardíacos estão descontrolados, procure o especialista. Além de exame físico, o cardiologista pode solicitar exames como ecocardiograma, eletrocardiograma, holter 24 horas e teste ergométrico. Com base na confirmação do diagnóstico, o tratamento adequado deve ser iniciado, de acordo com a arritmia apresentada.

O que fazer para tratar a arritmia cardíaca?

Um dos pontos determinantes no tratamento consiste em determinar a origem da arritmia cardíaca e os sintomas decorrentes desse balanceamento rítmico. Por exemplo, se a causa da arritmia for um problema na tireoide, o tratamento tende a ser melhor sucedido se houver acompanhamento para corrigir os problemas na glândula.

Além de agir sobre a raiz causa da arritmia, costuma ser necessário o tratamento farmacológico com medicamentos específicos, como anticoagulantes. Nos casos mais graves, pode ser preciso intervir com procedimentos mais invasivos, como ablação e cirurgia.

Quer saber mais sobre arritmia? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cardiologista em Uberlândia.

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Os perigos da hipertensão: entenda a importância de controlar a doença

Os perigos da hipertensão: entenda a importância de controlar a doença

A hipertensão, condição também conhecida popularmente como pressão alta, é um problema que afeta mais de 2 bilhões de pessoas no mundo. Só no Brasil há mais de 30 milhões de hipertensos e o número tende a aumentar, sobretudo porque, além da predisposição familiar, que é o principal fator de risco, o estilo de vida moderno e desregrado também pode influenciar no desenvolvimento do quadro.

Aspectos como sobrepeso, obesidade, sedentarismo, estresse, consumo excessivo de sal e gordura, alcoolismo e tabagismo costumam ter relação com a subida da pressão. A boa notícia é que esses fatores de risco são controláveis e, ao adotar hábitos mais saudáveis no dia a dia, é possível diminuir as chances de ter pressão alta.

Vale ressaltar que, embora muito comum, a hipertensão é extremamente perigosa. Porém, como em muitos casos, o início é assintomático, boa parte dos hipertensos não dá a devida atenção ao quadro, levando ao agravamento e, consequentemente, maiores complicações. Quer conhecer os reais perigos da hipertensão e qual é a importância de controlar a doença? Veja só!

A hipertensão aumenta o risco de doenças cardiovasculares

A pressão alta é o principal fator predisponente para doenças cardiovasculares. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), pessoas hipertensas apresentam maiores chances de sofrer infarto e acidente vascular cerebral.

Daí a necessidade de manter a pressão sob controle. Cumpre ressaltar que o quadro de hipertensão é configurado quando a pressão sistólica é maior que 140 mmHg ou pressão diastólica é igual ou maior que 90 mmHg, isto é, 14 por 9.

Crises hipertensivas geram alterações visuais

Nem todos sabem, mas a pressão descontrolada desencadeia crises hipertensivas que, por sua vez, resultam em alterações na visão. Quando a pressão sobe subitamente, isso pode ocasionar mudanças visuais agudas por causa do inchaço repentino e significativo do nervo ótico.

Para completar, a pressão elevada demais pode acabar favorecendo o entupimento ou rompimento dos vasos sanguíneos da retina, podendo culminar na perda de visão. Portanto, fique literalmente de olho na sua pressão e procure mantê-la em níveis normais (abaixo de 14/9).

Hipertensão pode causar insuficiência renal

Outra complicação possível da hipertensão não controlada é o surgimento de doença renal crônica. A elevação da pressão arterial progressivamente lesiona as células dos rins, tanto que aproximadamente 30% dos casos de doença renal crônica são provocados pela hipertensão.

Com o tempo, o paciente pode ter insuficiência renal, quando o órgão perde sua capacidade de filtrar o sangue corretamente. Nos casos mais graves, pode ser preciso recorrer hemodiálise e ao transplante.

A pressão alta pode ser fatal

Você sabia que a hipertensão descontrolada pode matar? Isso mesmo! A pressão alta está entre as principais causas subjacentes de morte no mundo, justamente por ter relação com complicações graves, como os ataques cardíacos, morte súbita, edema agudo de pulmão e insuficiência renal. Esse mal, inicialmente silencioso, leva a óbito mais de 17 milhões de pessoas todos os anos.

Em nosso país, são cerca de 300 mil mortes anuais por doenças cardiovasculares e, certamente, grande parte dos brasileiros que morrem por causa de problemas no coração, também apresentam a hipertensão como comorbidade. 

Quer saber um pouco mais sobre a hipertensão? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cardiologista em Uberlândia

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4 dicas para evitar a arritmia cardíaca

4 dicas para evitar a arritmia cardíaca

Estímulos cardíacos têm origem no próprio coração, especificamente na região do nó sinusal, que se localiza na parte superior direita do órgão. Os impulsos elétricos são produzidos ali de maneira regular, equilibrada e contínua, exceto nos casos de arritmia cardíaca, isto é, anormalidade no ritmo sinusal.

Uma das arritmias mais frequentes e com maior dano a qualidade de vida do paciente é a fibrilação arterial. É uma condição relativamente comum na população mundial. O quadro é preocupante e requer acompanhamento, pois pode desencadear consequências graves, como por exemplo, o AVC (Acidente Vascular Cerebral). Daí a necessidade de manter o ritmo regular do coração.

Quando o coração passa a bater de forma irregular, o quadro merece atenção, sobretudo, se vier acompanhado de sintomas como palpitação, tontura e alterações respiratórias. A boa notícia é que, em boa parte dos casos, é possível evitar a arritmia cardíaca. Confira a seguir algumas dicas para manter seu coração batendo no ritmo adequado.

Vida Saudável

O sobrepeso e a obesidade estão relacionados com o surgimento de algumas arritmias. Estudos revelam que incidência de fibrilação atrial tende a aumentar conforme o Índice de Massa Corpórea, ou seja, quanto maior é o IMC, maiores são as chances de ter uma fibrilação arterial mais elevada.

Mantenha a pressão e o triglicérides em níveis equilibrados

Outros fatores de risco para  a arritmia cardíaca são a pressão alta e o triglicérides elevado. A fibrilação arterial é uma doença progressiva mais incidente em quem tem comorbidades como dislipidemia e  hipertensão. Lembrando ainda que estes problemas também aumentam o risco de outras doenças como o infarto.

Pratique exercícios físicos regulares

Você sabia que exercitar-se regularmente pode diminuir significativamente a ocorrência de arritmia cardíaca. Estudos apontam que os exercícios regulares, associados a uma dieta balanceada, reduzem substancialmente os casos de fibrilação atrial.

Faça o devido acompanhamento médico

Quem tem qualquer alteração no ritmo cardíaco deve fazer o acompanhamento médico especializado para diagnosticar o quadro com precisão e iniciar o tratamento com a maior segurança e eficácia possível.

Em relação ao tratamento, pode ser indicado o uso de medicamentos antirrítmicos ou, até mesmo, realização de cirurgia de ablação de fibrilação arterial. O protocolo terapêutico deve ser discutido cuidadosamente com o profissional, respeitando as especificidades de cada caso.

No mais, faça exames periódicos, evite o consumo excessivo de álcool e trate doenças como a apneia obstrutiva do sono. Isso vai te proporcionar maior qualidade de vida, além de reduzir o risco de arritmia cardíaca.

Quer saber um pouco mais sobre arritmia cardíaca? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cardiologista em Uberlândia

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8 possíveis causas de dores no peito

8 possíveis causas de dores no peito

As dores no peito realmente são um sintoma preocupante e que merecem atenção, mas nem sempre ela estão associadas a uma doença grave subjacente. Por vezes a manifestação não tem relação com quadros de maior gravidade, mesmo assim, é importante observar a intensidade, localização específica, frequência e recorrência da dor.

Logo que se fala em dor no peito, relacionamos esse sintoma a problemas no coração, como por exemplo, infarto ou angina. Entretanto, estudos recentes revelaram que apenas 11% dos pacientes que apresentam dor nessa região têm, de fato, algum problema cardiovascular. Os outros 89% sentem as dores por outros motivos.

Quer saber quais são as principais causas de dor e desconforto no peito? Confira a lista do que pode ser.

Infarto

A dor persistente por mais de 20 minutos do lado esquerdo do peito, que pode irradiar para o braço, mandíbula e pescoço, é um dos sinais de infarto. Essa sensação pode vir acompanhada de dormência, náuseas, vômito, sudorese fria e dificuldades respiratórias.

Angina

Quando a dor é localizada no meio do peito e se apresenta em forma de aperto, pressão desconforto, ardor, pontada ou choque, ela pode ser resultado da redução de sangue no coração, o que altera o funcionamento do órgão. A angina pode ser consequência de esforço físico ou estresse intenso, assim, tende a se manifestar juntamente com sintomas como falta de ar, sudorese excessiva, hipotensão e palidez.

Costocondrite

A costocondrite é uma inflamação na cartilagem que une uma costela ao osso esterno, o que também pode gerar dor no peito. Os sintomas dessa condição incluem também o inchaço, dores articulares e pressão no local. Consequentemente, pode se intensifica ao deitar,  tossir e respirar profundamente.

Arritmia cardíaca

As alterações na frequência cardíaca também podem levar o indivíduo a sentir dores no peito. Quando o coração bate de forma irregular, muito rápido ou muito devagar, isso costuma atrapalhar o bombeamento do sangue, que pode se tornar insuficiente e acabar comprometendo o funcionamento de órgãos essenciais, como o cérebro e o próprio coração. Assim, sintomas como a dor no peito, cansaço, mal estar, fraqueza, falta de ar, tontura, suor frio, palidez e desmaios, podem estar relacionados.

Arteriosclerose

Arteriosclerose é o espessamento e perda de elasticidade na parede das artérias. A causa mais comum é acúmulo de gordura no interior dos vasos que levam oxigênio e sangue para o coração, cérebro e outras partes do corpo. Consequentemente pode aumenta a pressão arterial e pode, também, gerar dores.

Problemas Gastrointestinais

Como já foi mencionado, dor no peito não se limita a problemas cardiovasculares. Ela pode ser fruto, por exemplo, de refluxo gastroesofágico, esofagite, úlceras gástricas e até gases. Problemas como colelitíase (cálculos biliares) ou colecistite (inflamação da vesícula biliar) também podem causar dor no peito.

Essa dor tende a ser repentina e aguda, podendo estar associados a náuseas, vômitos, falta de apetite e, mais raramente, febre. 

Inflamações em órgãos e outras estruturas

A dor no peito também pode ser indício de gastrite (inflamação no estômago), hepatite (inflamação no fígado), pleurisia (inflamação na pleura, membrana que reveste o pulmão), pericardite (inflamação no pericárdio, membrana que recobre o coração), marsite (inflamação nas mamas).

Outras causas de dores no peito

Dores no peito podem ser decorrentes de lesões nos músculos, sejam elas provocadas por inflações, infecções, fraturas, ou agressão nas costelas. Além disso, podem estar relacionadas com distúrbios pulmonares, como pneumotórax, pneumonia, embolia pulmonar, hipertensão pulmonar e câncer de pulmão. Entre outras causas vale citar a ansiedade, estresse, ataque de pânico,  artrite, pressão alta, fibromialgia, herpes zoster, cardiomiopatia, miocardite, estenose da válvula aórtica, etc.

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5 hábitos para prevenir a hipertensão

5 hábitos para prevenir a hipertensão

A hipertensão arterial é uma doença crônica que, como o próprio nome sugere, é caracterizada por níveis elevados de pressão sanguínea nas artérias. Ela ocorre quando o valor das pressões máxima e mínima são iguais ou excedem 140/90 mmHg, ou seja, 14 por 9.

Nesse tipo de quadro, o coração se esforça mais do que o normal para que o sangue seja adequadamente distribuído pelo corpo. De modo geral, a condição é assintomática e sintomas só aparecem quando a pressão sobe demais, podendo desencadear dor de cabeça, dor no peito, tontura, fraqueza, zumbido no ouvido e visão embaçada.

Mas não se deixe enganar pelo início silencioso e ausência de manifestações, pois a hipertensão aumenta o risco de problemas graves como acidente vascular cerebral, aneurisma, infarto e insuficiência renal e cardíaca.

Na grande maioria dos casos (90%), a pressão alta é uma doença familiar, isto é, herdada dos pais, entretanto, há outros fatores controláveis que podem influenciar no desenvolvimento do quadro. Isso significa que adotando algumas medidas preventivas, é possível evitar a hipertensão. Confira a seguir quais são os hábitos essenciais para fugir da hipertensão.

Combata o estresse

Sabia que o excesso de estresse pode contribuir para a subida da pressão? Isso mesmo! Pessoas estressadas demais são mais propensas ao desenvolvimento de quadro hipertensivo. Sendo assim, para evitar a hipertensão é recomendável levar uma vida tranquila, estabelecer períodos de descanso, evitar sobrecarga de trabalho e aproveitar os momentos de lazer.

Mantenha o peso adequado

Procure manter o peso adequado através da adoção de alimentação balanceada, associada à prática regular de exercícios físicos, sono de qualidade e abstenção de hábitos prejudiciais. Nesse sentido, é importante evitar a ingestão abusiva de alimentos muito salgados e gordurosos. Lembre-se que o sobrepeso, a obesidade e o sedentarismo estão entre os principais fatores de risco para o desenvolvimento da hipertensão arterial.

Reduza o consumo de sal

O mais indicado é que o consumo de sal seja mínimo. É recomendável que não exceda 6 gramas por dia (uma colher de sobremesa). Para compensar a ausência desse ingrediente, vale a pena apostar em alho, cebola, ervas variadas e limão para temperar a comida e deixá-la saborosa sem que fique salgada.

Exercite-se regularmente

Pratique atividades físicas com constância e disciplina. Faça ao menos uma caminhada de meia hora cinco vezes por semana. A melhor atividade física que existe é aquela que você consegue praticar regularmente, mas antes de iniciar qualquer prática esportiva, converse com seu médico de confiança e conte com o suporte de preparadores físicos.

Abstenha-se do consumo abusivo de álcool e cigarro

Alcoolismo e tabagismo são hábitos nocivos para a saúde geral e podem provocar a subida da pressão arterial. Só para ter ideia, a nicotina (substância presente no cigarro) causa vaso constrição periférica, hipertensão e aumenta o risco de infarto. Já as bebidas alcoólicas em excesso, além de elevarem a pressão, ainda geram resistência ao tratamento anti-hipertensivo.

Quer saber um pouco mais sobre a hipertensão? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cardiologista em Uberlândia

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Coronavírus. Previnir é o melhor remédio.

Coronavírus. Previnir é o melhor remédio.

Embora infectologia não seja minha área, após ler sobre o assunto, achei que seria de grande utilidade publicar algo sobre o coronavírus do momento e como podemos previnir a contaminação.

O que é esse vírus?

O novo coronavírus, batizado de COVID-19, é uma variação da família dos coronavírus na qual estão incluídos os vírus da gripe, SARS e MERS. Estes últimos foram responsáveis por  grandes epidemias nos últimos anos.

O nome “corona” vem da sua aparência. Eles apresentam espiculas em sua parede que, ao microscópio, lembram uma coroa. O primeiro coronavírus foi relatado na década de 40 do século passado, mas a só na década de 60 que foi descrito como coronavírus pela microscopia.

A preocupação com o COVID-19 é sua rápida propagação. O número de acometidos confirmados, já ultrapassou em muito as epidemias de SARS e MERS.

Como surgiu?

O primeiro caso foi relatado em 26 de dezembro de 2019 na China, embora em análises de prontuários foram evidenciados casos desde o inicio de dezembro. Suspeita-se que o foco inicial seja uma feira de frutos do mar e animais consumidos pelos locais. Assim, essa feira foi fechada no dia 01 de janeiro como primeira medida para conter a doença

O vírus seria uma mutação de um vírus que antes só acometia animais, e o pangolim, mamífero que lembra um tatu, é um dos animais mais prováveis como o hospedeiro desta mutação.

Em 07 de janeiro o vírus foi identificado, enquanto que seu RNA fois sequenciado no dia 12 do mesmo mês. Já no dia 30 a Organização Mundial de Saúde ( OMS) declarou “emergência publica de saúde de interesse internacional.

O Covid-19 espalhou para outros países na Ásia, Europa e América do Norte. O Brasil foi o primeiro país tropical a confirmar um caso da doença.

Como se deu contaminação de animal para humanos ainda não esta claro, mas suspeita-se que seja pelo consumo de carne. Já a transmissão entre humanos já esta comprovada e se dá por gotículas de secreção espalhadas na tosse e espirros.

Quais os sintomas?

Os principais sintomas são febre e tosse, podendo apresentar também dificuldade para respirar e dores no corpo. A maioria evolui nas formas mais leves e moderadas da doença, podendo os casos mais graves evoluir para pneumonia e morte.

Como Previnir?

A prevenção é feita da mesma forma que para qualquer gripe.

  • Lavar bem as mãos com água e sabão por pelo menos 20 segundos. Se não houver água e sabão usar desinfetante para as mãos a base de álcool.
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca antes de lavar bem as mãos.
  • Evitar aglomerações.
  • Cobrir a boca e o nariz com o braço ou lenço de papel para espirrar ou tossir. Não use as mãos. Se usar lenço de papel, jogue-o no lixo logo após.
  • Evitar contato com pessoas doentes.
  • Ficar em casa quando estiver doente. Se não for possível, usar mascara para evitar de transmitir a doença a outras pessoas.

Enfatizando, as mascaras são para proteger as outras pessoas, não havendo estudos que mostrem a prevenção do contagio com seu uso, já que o vírus pode ser contraído também pela mucosa dos olhos.

Previnir é o melhor remédio

Embora o COVID-19 seja um problema no momento, ele não é o mais perigoso. A epidemia de SARS e MERS apresentaram mortalidade de 9,5% e 34,4% respectivamente, enquanto que, até o inicio de março, os casos com óbito estavam 2,9%.

Infecções pelo Influenza, vírus da gripe, que tem uma mortalidade associada de 0,01 a 0,05 %, mas por sua disseminação e facilidade de transmissão, é responsável por até 650.000 óbitos aos ano, segundo estimativas.

O ponto é que devemos prevenir para evitar qualquer uma destas infecções, executando as medidas citadas acima. Somos parte da solução.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cardiologista em Uberlândia

Fontes:
Informes da OMS
Informes do Ministério da Saúde – Brasil
Apresentação UNIMED Uberlândia.

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Energéticos faz mal?

Umas das bebidas da moda são o energéticos. Bebidas energéticas, segundo o Wikipedia, é aquela que estimula o metabolismo e tem como finalidade fornecer ao consumidor energia através da ingestão de taurina.

O consumo destas bebidas frequentemente esta associado a um aumento de visitas a salas de emergência e mortes, e por isso foi desenhado um estudo para avaliar seu efeito analisando o eletrocardiograma e a pressão arterial em voluntários jovens e saudáveis, afim de responder se tomar energéticos faz mal ou não.  

Como foi feito?

Os participantes consumiram cerca de 950 ml de cada bebida em estudo, sendo um o energético da marca “A”, ou da marca “B”, ou de placebo (bebida com o mesmo sabor e características semelhantes aos energéticos, mas sem as substâncias estimulantes). Tinham 60 minutos para ingerir e eram avaliados pelas 4 horas após. Todos os participantes tomaram as 3 bebidas com intervalo de 6 dias entre cada analise.

E aí, faz mal?

Após a comparação dos efeitos entre as 3 bebidas, verificou se que as bebidas energéticas aumentavam o intervalo QT no eletrocardiograma. Este intervalo representa a duração total da atividade elétrica ventricular, que é a parte do coração que bombeia o sangue para os pulmões e o todo o corpo.

Pacientes que apresentam esse prolongamento, independente do uso de bebidas energéticas, podem apresentar arritmias, sendo alguns tipo bem graves que podem levar a desmaios e até morte súbita.

Foi evidenciado ainda, que o consumo de bebidas energéticas esta associado ao aumento da pressão arterial e assim, levantando um alerta ao consumo exagerado que se tem observado.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cardiologista em Uberlândia.

J Am Heart Assoc. 2019 Jun 4;8(11):e011318. doi: 10.1161/JAHA.118.011318. Epub 2019 May 29.

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Comer pimenta faz bem?

Comer pimenta faz bem?

Comer pimenta é bom para o coração?

O consumo de pimenta é um habito tradicional em algumas regiões, mas há poucos estudo sobre a relação com a saúde do coração. Um estudo realizado na Itália analisou o consumo de pimenta e o risco de morte.

Como o consumo de pimenta é tradicional na dieta mediterrânea e os estudos relacionados ao consumo e sua relação com morte nessa população são escassos, um grupo de cientistas resolveu fazer a analise.

Foi realizada uma analise de 22.811 homens e mulheres que participaram do estudo Moli-sani entre os anos de 2005 e 2010. O consumo de pimenta foi avaliado através de um questionário que dividia em nenhum/raro consumo, até 2 vezes por semana, mais de 2 e menos que 4 vezes por semana e mais de 4 vezes por semana.

O acompanhamento médio foi de 8,2 anos e ocorreram 1246 mortes.

Após avaliar do dados, mostraram que o consumo regular de pimenta esta associado a menor risco de mortes por doença coronária e cerebrovascular. A associação do consumo de pimenta com morte por qualquer causa parece ser mais forte em indivíduos hipertensos.

Concluindo que, em população adulta do mediterrâneo, o consumo regular de pimenta esta associado com menor risco de morte por qualquer causa e por doenças cardiovasculares, independentemente de fatores de risco prévios ou aderência a dieta do mediterrâneo.

Assim, comer pimenta pode sim fazer bem para o coração.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cardiologista em Uberlândia.

J Am Coll Cardiol. 2019 Dec 24;74(25):3139-3149. doi: 10.1016/j.jacc.2019.09.068.

Posted by Dr. André Navarro in Todos
Entenda a relação entre alimentação e saúde do coração

Entenda a relação entre alimentação e saúde do coração

Com a correria dos nossos dias, não é difícil descuidar de hábitos básicos e saudáveis, como a alimentação. Quantas vezes você, ou alguém próximo, já teve que “pular o almoço” por conta de um compromisso de trabalho. E, para não ficar com fome, comeu um sanduíche feito às pressas, ou um salgado frito?

Tais atitudes, se espaçadas, tendem a não impactar tanto na saúde do corpo. A dieta desregrada por muito tempo, no entanto, é capaz de provocar uma série de problemas de saúde, além de mal estar físico, fadiga e incômodos estéticos.

A alimentação está diretamente ligada ao funcionamento pleno da mente e do corpo. Quando pobre, pode trazer cansaço, dificuldade de concentração e de aprendizagem, perda de memória, aumento de peso, além de alterações nos exames laboratoriais.

O coração também sofre com a ingesta de alimentos ricos em gorduras e produtos ultraprocessados.

Neste artigo, falaremos um pouco mais sobre a dieta cardioprotetora brasileira, desenvolvida pelo Ministério da Saúde. Vamos mostrar os benefícios da “comida de verdade” para a longevidade, o bem-estar e felicidade. Confira, a seguir.

Alimentação para o coração: dieta que protege

A dieta cardioprotetora, como comentamos há pouco, foi desenvolvida para prevenir a obesidade, hipertensão e diabetes. Essas são enfermidades que podem engatilhar doenças cardiovasculares e quadros clínicos severos.

A dieta separa os alimentos em grupos de cores. São os seguintes:

Grupo verde, consumo frequente

  • Verduras diversas, como brócolis, espinafre, alface;
  • Legumes, como cenoura, abóbora, beterraba, abobrinha;
  • Leguminosas, como feijão, ervilha e lentilha;
  • Leites e iogurtes desnatados;
  • Frutas, como banana, morango, manga, limão, mexerica.

Grupo amarelo, consumo moderado

  • Óleos vegetais;
  • Cereais, como arroz (branco ou integral), aveia, granola;
  • Massas;
  • Tubérculos cozidos, como batata, mandioca e mandioquinha;
  • Farinhas de mandioca, tapioca, milho ou rosca;
  • Caju, nozes, castanhas e oleaginosas diversas;
  • Mel;
  • Doces de abóbora, coco ou goiaba;
  • Geleia de frutas;
  • Pães.

Grupo azul, consumo que deve ser em baixa quantidade

  • Queijos brancos e amarelos;
  • Manteiga;
  • Ovos;
  • Carnes;
  • Leite condensado;
  • Doces ricos em açúcar, mesmo caseiros (pudim, bolo, torta);
  • Creme de leite.

Fuja dos alimentos ultraprocessados

A dieta que visa proteger o coração e o corpo das enfermidades diversas se baseia, inclusive, na prevenção do consumo de determinados artigos industrializados, que compõem o Grupo Vermelho.

Entre os alimentos que não devem fazer parte da sua rotina, estão:

  • Embutidos, como presunto, mortadela, salame, salsicha;
  • Nuggets ou hambúrgueres congelados;
  • Pós achocolatados, mesmo “diets”;
  • Refeições industrializadas, como marmitas congeladas, lasanhas, macarrões com molho;
  • Macarrão instantâneo;
  • Biscoitos recheados ou salgados de pacote;
  • Farinha láctea;
  • Sorvetes;
  • Molhos prontos;
  • Temperos prontos, como ketchup.

O que mais deve ser evitado?

Pessoas de todos os perfis e idades, com doenças preexistentes ou não, devem tomar cuidado com o consumo de açúcar e sódio (sal).

O sódio está presente na composição de diversos alimentos citados na lista anterior – no macarrão instantâneo, por exemplo, temos cerca de 1900 mg de sódio por pacote. 

O consumo diário recomendado, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, é de no máximo 2 g de sódio por dia, equivalente a 5g de sal.

O consumo exacerbado de sódio propicia o surgimento de doenças crônicas, especialmente hipertensão arterial, alterações no funcionamento dos rins e problemas no coração.

O açúcar é mais difícil de controlar, especialmente porque pode estar “camuflado” nos ingredientes de diversos produtos industrializados.

Outros nomes para o açúcar e derivados, igualmente perigosos, são:

  • frutose;
  • sacarose;
  • sorbitol;
  • xarope de arroz;
  • açúcar de cana;
  • açúcar invertido.

O açúcar, além de fornecer quantidades significativas de calorias vazias, ou seja, que não possuem valores nutricionais significativos , está associado ao desenvolvimento de diabetes, obesidade e alteração nos exames laboratoriais.

O vício em açúcar também faz com que o sistema imune fique mais frágil, além de afetar os ossos e deixar o paladar menos propício a sabores diferentes.

Quer saber mais sobre alimentação ideal para o coração? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cardiologista em Uberlândia.

Posted by Dr. André Navarro in Todos