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Os perigos do sedentarismo para a saúde do corpo humano

Os perigos do sedentarismo para a saúde do corpo humano

O sedentarismo já é considerado um problema de saúde pública. A condição tem alta incidência na população e consiste na falta de qualquer tipo de atividade física, que resulta em gasto calórico muito baixo.

Estima-se que 46% da população brasileira seja sedentária. Além disso, acredita-se que, no Brasil, 14% das mortes tenha algum tipo de relação com o sedentarismo.

Para não ser considerada sedentária, uma pessoa deve gastar em torno de 300 calorias diariamente. No entanto, uma pessoa sedentária não consegue gastar sequer o mínimo de 2.200 calorias por semana.

O que favorece o sedentarismo?

Existem algumas situações que favorecem a inatividade do indivíduo, como a falta de tempo ou de dinheiro para pagar uma academia. 

Ademais, a comodidade em estacionar o carro perto do trabalho, pegar o elevador e usar do controle remoto também cooperam bastante com essa situação, já que a locomoção a pé é reduzida e dificilmente as escadas são usadas.

Para se movimentar mais, manter a saúde cardíaca em dia e os músculos fortes, é recomendado andar a pé sempre que puder e optar pelas escadas quando for possível.

Mas, ainda assim, é preciso praticar algum tipo de atividade física diária.

O que diz a OMS sobre o sedentarismo?

De acordo com um relatório da Organização Mundial de Saúde, mais de 1,4 bilhões de pessoas adultas em todo o mundo são consideradas fisicamente inativas.

Ainda segundo a OMS, 81% dos adolescentes entre 11 e 17 anos e 23% dos adultos não atendem às orientações globais sobre atividades físicas semanais para saúde, que são:

  • 60 minutos para adolescentes;
  • 150 minutos para os adultos.

Em ambos os casos, as atividades devem ser de intensidade moderada.

Abaixo, veja algumas formas de alcançar a quantidade mínina de atividades físicas recomendadas OMS, além da academia:

  • Caminhar na esteira;
  • Caminhar a pé;
  • Dançar;
  • Andar de bicicleta;
  • Praticar yoga;
  • Ginástica laboral;
  • Natação e hidroginástica;
  • Futebol.

Consequências do sedentarismo

Uma vida sedentária provoca diversos efeitos negativos para a sua mente e principalmente para o seu corpo. Confira, abaixo, algumas delas.

Obesidade

Essa doença atinge as pessoas de todas as idades e tem por característica o acúmulo de gordura corporal excessiva. Uma dieta rica em gorduras e açúcares e a falta de atividades físicas são as principais causas da obesidade adulta e infantil.

Doenças cardiovasculares

O acúmulo de gordura abdominal, principalmente a que envolve os órgãos no abdome, esta diretamente relacionada ao aumento de risco das doenças cardiovasculares.

Fraqueza óssea e muscular

Quando os ossos e os músculos não são estimulados, a tendência é que eles enfraqueçam e percam elasticidade. Consequentemente, as chances de fraturas ósseas e quedas são maiores.

Distúrbios do sono

O organismo de uma pessoa sedentária evidencia vários sinais de que algo está errado. Os distúrbios do sono mais comuns são a apneia e a insônia.

Envelhecimento precoce

A inclusão de atividades físicas na rotina diária melhora bastante a circulação sanguínea, previne doenças cardíacas e psicológicas, além de proteger os telômeros (reduzindo a morte celular). 

O sedentarismo, além de causar efeitos opostos, inevitavelmente, aumenta muito o risco de envelhecimento precoce.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cardiologista em Uberlândia

Posted by Dr. André Navarro in Todos
Arritmia cardíaca: sintomas

Arritmia cardíaca: sintomas

Muitas vezes, o coração dá pequenos sinais difíceis de perceber, entender e relacionar com doenças do coração, como a arritmia cardíaca. Por esse motivo, é de suma importância ficar muito atento ao seu corpo e dar a devida importância as mensagens que ele envia.

O que é arritmia cardíaca?

Também conhecida como disritmia ou palpitação, se trata de uma variação nos batimentos cardíacos. 

Quando o coração bate de forma muito acelerada, é denominado de taquicardia. Caso o batimento seja muito lento, recebe o nome de bradicardia.

O indivíduo que possui essa patologia pode sentir um desconforto com a mudança no ritmo ou ter a impressão de falta ou interrupção dos batimentos.

É possível sentir a arritmia na garganta, no pescoço ou no tórax. Além disso, ela pode ser benigna, causando apenas um desconforto, ou maligna, com risco de morte súbita. 

O distúrbio pode impedir que o coração bombeie a quantidade de sangue adequada para que as necessidades do corpo sejam supridas, levando a problemas.

A arritmia sustentada mais comum é a fibrilação atrial, caracterizada por batimentos irregulares e rápidos das câmaras superiores do coração. Ela é ocasionada por um distúrbio elétrico nos átrios, que pode fazer com que o sangue não circule da maneira correta.

Quando acontece essa irregularidade nos batimentos do coração, parte dele perde a capacidade de se contrair de forma eficiente, fazendo com que as contrações aconteçam desordenadamente (fibrilação) e afetando o bombeamento sanguíneo.

Calcula se que tenham 43,6 milhões de pessoas com fibrilação atrial no mundo. Um a cada três europeus acima de 55 anos apresentam essa arritmia.

Causas da arritmia cardíaca

Existem muitos fatores que podem levar uma pessoa a desenvolver a arritmia e o infarto está entre eles. Assim, pacientes que já passaram por esse quadro estão mais propensos a desenvolver a doença.

Abaixo, veja outros fatores que podem ocasionar a arritmia.

Diabetes

Os diabéticos têm mais chances de apresentar fibrilação atrial. A prevalência de fibrilação atrial é pelo menos duas vezes maior em pacientes com diabetes em comparação com pessoas sem diabetes

Drogas e medicamentos

Cocaína, ecstasy, crack e maconha podem causar diversos tipos de arritmias, inclusive levar ao óbito.

Alguns medicamentos descongestionantes e suplementos nutricionais também podem levar ao aceleramento do coração.

Estresse

Quando em excesso, o estresse pode deixar a pessoa mais propícia a desenvolver arritmias, como a fibrilação atrial.

Hipertensão

É o fator de risco mais comum associado ao surgimento de fibrilação atrial. Um paciente com hipertensão têm um risco 1,7 vezes maior de desenvolver essa arritmia em comparação com os normotensos.

Tabagismo

O uso do tabaco pode fazer com que o coração bata de forma acelerada (taquicardia sinusal).

Além disso, o cigarro pode causar doença coronariana, que pode levar a arritmias.

Sintomas da arritmia cardíaca

Os sintomas da arritmia não são contínuos, podendo surgir repentinamente, desaparecer e voltar depois. Os mais comuns, são:

  • Falta de ar;
  • Dores no peito;
  • Sentir o coração acelerado ou lento;
  • Suor excessivo;
  • Desmaio;
  • Palpitações;
  • Palidez;
  • Ansiedade;
  • Tontura.

Tratamento para arritmia cardíaca

Existem diversos tipos de tratamento para a arritmia cardíaca e a escolha do médico responsável será baseada no tipo, frequência e gravidade da patologia.

Abaixo, conheça alguns deles:

Ablação por cateter

Através da radiofrequência é realizada uma cauterização no tecido cardíaco responsável pela arritmia. Esse procedimento é feito com cateteres introduzidos no coração.

Cardioversão elétrica

Consiste em um tipo de choque elétrico dado no tórax, com o intuito de normalizar o ritmo normal do coração. Essa estratégia é usada quando os medicamentos não oferecem o resultado esperado ou a pessoa apresenta sintomas intensos ou risco de morte.

Implante de marcapasso

O marcapasso tem o objetivo de reparar os batimentos desordenados do coração, causados pela arritmia cardíaca, e isso ocorre através do estímulo elétrico do aparelho. 

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cardiologista em Uberlândia.

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Arritmia cardíaca: prevenção e controle

Arritmia cardíaca: prevenção e controle

A arritmia cardíaca — também conhecida como palpitação — é a irregularidade dos batimentos cardíacos.

Essa doença pode ser benigna (causando apenas desconforto) ou maligna (ocasionando um alto risco de morte súbita). Ademais, também pode ser sintomática ou assintomática, e, com isso, notada ou não. 

O batimento irregular não possui capacidade suficiente para bombear o sangue para o corpo todo, podendo ocasionar problemas graves a sáude e até a morte.

Tipos de arritmia cardíaca

Normalmente, um coração descansado e sadio bate cerca de 50 a 100 vezes por minuto. Simplificando, há dois tipos de arritmias: bradicardia e taquicardia.

Bradicardia

A bradicardia é caracterizada pela pulsação de frequência mais baixas. Essa condição pode ser considerada normal em atletas de alto desempenho, mas não em uma pessoa que desempenha atividades normais.

Esse tipo de arritmia é causada devido a deterioração da função elétrica do coração, que é feita pelo nó sinusal.

Taquicardia

Já a taquicardia acontece quando a frequência dos batimentos cardíacos alcança a marca de mais de 100 vezes por minuto.

Em geral, quando este estado ocorre em situação de repouso, algo está errado. Além do mais, devido a esta descompensação cardíaca, o coração pode trabalhar em excesso.

No entanto, durante a prática de exercícios físicos ou após um estresse é comum que essa elevação ocorra.

Como prevenir a arritmia cardíaca?

A prevenção da arritmia cardíaca está relacionada diretamente ao que é feito para contornar os fatores de risco. Além do mais, para prevenir doenças do coração, é fundamental manter o controle da pressão arterial, manter uma alimentação saudável e balanceada, controlar a obesidade e incluir atividades físicas na rotina diária.

Outro fator primordial, é a visita regular ao médico cardiologista para uma identificação precoce de uma possível doença. Assim sendo, o paciente poderá tomar algumas atitudes apropriadas para os cuidados em relação à prevenção da arritmia.

Como controlar a arritmia cardíaca?

O controle da arritmia depende sobretudo da causa subjacente. O médico deverá lhe indicar a melhor opção para manter a arritmia controlada. Geralmente, esse controle é feito por meio de medicamentos.

Veja os cuidados que devem ser tomados fim de manter a arritmia controlada:

  • Tome todos os medicamentos exatamente como prescritos (dosagem, número de tomadas ao dia e tempo de tratamento);
  • Nunca pare de tomar qualquer medicamento prescrito sem antes consultar o seu médico;
  • Se você tiver quaisquer efeitos colaterais, informe o seu médico sobre eles;
  • Informe o seu médico sobre todos os seus outros medicamentos e suplementos, incluindo vitaminas e medicamentos de venda livre que porventura você esteja fazendo uso.

Certas substâncias podem contribuir bastante para um batimento irregular do coração, incluindo:

  • Cafeína;
  • Tabaco;
  • Álcool;
  • Medicamentos para resfriado e tosse;
  • Supressores de apetite;
  • Drogas psicotrópicas (usadas para tratar certas doenças mentais);
  • Antiarrítmicos (paradoxalmente, os mesmos medicamentos usados ​​para tratar a arritmia também podem causar arritmia;
  • Drogas, como cocaína, maconha e metanfetaminas.

A arritmia cardíaca possui diversas causas, entre elas estão a anemia, estresse, ansiedade, doença coronariana e doenças do músculo cardíaco. 

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LDL e HDL: o que significa colesterol bom e ruim?

LDL e HDL: o que significa colesterol bom e ruim?

O colesterol é um tipo de gordura encontrada no organismo que é de suma importância para manter o seu funcionamento normal. 

A função dessa substância no corpo humano é gerar hormônios, como a testosterona, o estrógeno, a vitamina D, o cortisol e os ácidos biliares que auxiliam na digestão das gorduras.

Cerca de 70% do colesterol é produzido no fígado, pelo próprio organismo humano. O restante é resultante da alimentação.

Tipos de colesterol

Há alguns tipos de colesterol: mas os mais relevantes são o HDL – conhecido como “bom” – e o LDL – conhecido como ruim.

Os dois tipos devem ser encontrados circulando através do sangue para que o corpo possa funcionar corretamente. Porém, quando a quantidade de HDL está baixa ou a de LDL alta, o risco do desenvolvimento de doenças cardiovasculares é maior.

Por esse motivo, é muito importante verificar periodicamente os níveis de colesterol no sangue, de acordo com orientação médica.

HDL (High Density Lipoprotein)

A função do HDL é “remover” moléculas de gordura – inclusive o LDL –  e levá-las para o fígado, onde são metabolizadas. 

Com isso, o HDL impede o acúmulo de gordura nos vasos sanguíneos, prevenindo uma eventual ocorrência de doença cardiovascular, como o infarto ou a aterosclerose, por exemplo.

Portanto, é recomendável manter os níveis de HDL acima de 40 mg/dL, mas idealmente, acima de 60 mg/dL, tanto em homens quanto em mulheres, a fim de problemas de saúde. 

Para manter ou melhorar os níveis de HDL no sangue, é preciso ingerir alimentos que favoreçam sua produção como castanhas, abacate, salmão, sardinha e amendoim.

LDL (Low Density Lipoprotein)

O LDL também é importante na manutenção do bom funcionamento do organismo pois auxilia no processo de produção dos hormônios.

Por outro lado, quando os valores de LDL estão altos, o risco do aparecimento de doenças cardiovasculares aumentam pois ele proporciona a oxidação das células de gordura e facilita que placas sejam criadas dentro dos vasos sanguíneos.

Por esse motivo, é fundamental que os níveis de LDL sejam observados e controlados.

A prática de exercícios físicos, assim como evitar o consumo de frituras, alimentos muito gordurosos, ajudam bastante a impedir que a quantidade de LDL circulante no sangue aumente.

Valores de referência do colesterol

Os níveis de colesterol devem ser avaliados pelo médico através de exames de sangue que – além de verificar os níveis de HDL e LDL – informam os valores de colesterol total e triglicerídeos.

Os valores referenciais do HDL e LDL, são: 

  • Colesterol bom – HDL: O ideal é que esteja acima de 60 mg/dL, porém já é considerado bom a partir de de 40 mg/dL;
  • Colesterol ruim – LDL: Hoje o valor ideal é determinado conforme o risco da pessoa apresentar uma doença cardiovascular. Pacientes de baixo risco o melhor é que esteja abaixo de 130 mg/dL, risco médio menor que 100mg/dL, alto risco menor que 70% e muito alto risco abaixo de 50 mg/dL.

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Os benefícios da prática de atividade física para o coração

Os benefícios da prática de atividade física para o coração

Segundo estudo da Universidade de São Paulo (USP), a realização de atividade física facilita a remoção de mitocôndrias disfuncionais nas células cardíacas, aumentando as evidencias que essa prática é capaz de proteger o coração.

Neste post, iremos nos aprofundar sobre os principais benefícios que as os exercícios trazem para a sua saúde cardiovascular. Ficou interessado em saber mais? Então, continue a leitura.

Qual a relação entre a prática de atividade física e o coração?

Os benefícios dos exercícios físicos para o corpo já são conhecidos pela população, pois, melhoram a respiração, a saúde mental, emocional e até o sistema endócrino. No entanto, além desses, as funções cardiovasculares também são melhoradas por essa prática.

Ainda, pessoas mais ativas apresentam maiores taxas de sobrevida e menor incidência de cardiopatias. Isso porque o exercício físico habilita diferentes mecanismos que são responsáveis pela proteção do coração e pelo controle dos fatores de risco de diversas doenças.

Em contraponto à prática de exercícios físicos, o sedentarismo é fator de risco preponderante em grande parte dos casos de doenças cardiovasculares, como infartos e AVCs. Por isso, recomenda-se a prática de, pelo menos, 150 minutos por semana, idealmente distribuídos em 3 ou mais dias.

Quais são os benefícios da prática de atividades físicas para o corpo?

Fazer atividade física traz inúmeros benefícios para o organismo, reduzindo consideravelmente a suscetibilidade de uma pessoa a um grande grupo de patologias. Dentre os principais benefícios, podemos citar:

  • redução dos riscos de cardiopatias e estresse: praticantes de atividades físicas regulares apresentam diminuição no risco cardiovascular em razão da redução dos níveis de glicemia e das taxas de colesterol LDL(colesterol “ruim”), podendo aumentar o colesterol HDL(colesterol “bom”), acelerando o metabolismo e ganhando massa magra;
  • promoção do bem-estar e de felicidade: os exercícios liberam hormônios responsáveis pelo bem-estar, como a endorfina;
  • melhora da autoestima: não só pela liberação de endorfina, mas a autoestima é melhorada em função dos resultados físicos que essa prática pode trazer, principalmente para quem está acima do peso;
  • fortalecimento do sistema imunológico: ao manter uma rotina de atividades físicas, o sistema imunológico passa a ser beneficiado, reduzindo os riscos de contrair doenças e inflamações.

Quais são os exercícios mais indicados para o coração?

Toda atividade física impacta positivamente na função cardíaca, melhorando o seu funcionamento. Porém, os exercícios aeróbicos se destacam, assim como o a musculação e o alongamento. Então, caminhadas, corridas, ciclismo e natação são práticas muito indicadas para melhorar a capacidade cardiovascular.

No entanto, ao iniciar uma nova atividade física, é importante que haja um processo gradual de evolução em relação à duração, intensidade e frequência dos exercícios, principalmente se você possui um estilo de vida sedentário.

Ainda, para quem tem alguma condição de saúde que exige atenção, recomenda-se realizar uma avaliação médica antes de começar a se exercitar. Geralmente, é o cardiologista quem faz essa análise das condições clínicas.

Enfim, o importante é manter-se ativo, inserindo a prática de exercícios físicos na sua rotina. Assim, além de melhorar o funcionamento do coração, você o mantém protegido e reduz o risco de doenças cardiovasculares. Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cardiologista em Uberlândia.

Qual a relação entre a prática de atividade física e o coração?

Os benefícios dos exercícios físicos para o corpo já são conhecidos pela população, pois, melhoram a respiração, a saúde mental, emocional e até o sistema endócrino. No entanto, além desses, as funções cardiovasculares também são melhoradas por essa prática.

Ainda, pessoas mais ativas apresentam maiores taxas de sobrevida e menor incidência de cardiopatias. Isso porque o exercício físico habilita diferentes mecanismos fisiopatológicos que são responsáveis pela proteção do coração e pelo controle dos fatores de risco de diversas doenças.

Em contraponto à prática de exercícios físicos, o sedentarismo é fator de risco preponderante em grande parte dos casos de doenças cardiovasculares, como infartos e AVCs. Por isso, recomenda-se a prática de, pelo menos, 150 minutos por semana de exercícios de intensidade moderada.

Quais são os benefícios da prática de atividades físicas para o corpo?

Fazer atividade física traz inúmeros benefícios para o organismo, reduzindo consideravelmente a suscetibilidade de uma pessoa a um grande grupo de patologias. Dentre os principais benefícios, podemos citar:

  • redução dos riscos de cardiopatias e estresse: praticantes de atividades físicas regulares apresentam diminuição no risco cardiovascular em razão da redução das taxas de colestrol LDL e dos níveis de glicemia, acelerando o metabolismo e ganhando massa magra;
  • promoção do bem-estar e de felicidade: os exercícios liberam hormônios responsáveis pelo bem-estar, como a endorfina;
  • melhora da autoestima: não só pela liberação de endorfina, mas a autoestima é melhorada em função dos resultados físicos que essa prática pode trazer, principalmente para quem está acima do peso;
  • fortalecimento do sistema imunológico: ao manter uma rotina de atividades físicas, o sistema imunológico passa a ser beneficiado, reduzindo os riscos de contrair doenças e inflamações.

Quais são os exercícios mais indicados para o coração?

Toda atividade física impacta positivamente na função cardíaca, melhorando o seu funcionamento. Porém, os exercícios aeróbicos se destacam, assim como o a musculação e o alongamento. Então, caminhadas, corridas, ciclismo e natação são práticas muito indicadas para melhorar a capacidade cardiovascular.

No entanto, ao iniciar uma nova atividade física, é importante que haja um processo gradual de evolução em relação à duração, intensidade e frequência dos exercícios, principalmente se você possui um estilo de vida sedentário.

Ainda, para quem tem alguma condição de saúde que exige atenção, recomenda-se realizar uma avaliação médica antes de começar a se exercitar. Geralmente, é o cardiologista quem faz essa análise das condições clínicas.

Enfim, o importante é manter-se ativo, inserindo a prática de exercícios físicos na sua rotina. Assim, além de melhorar o funcionamento do coração, você o mantém protegido e afasta o risco de doenças cardiovasculares.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cardiologista em Uberlândia

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6 alimentos que são amigos do colesterol

6 alimentos que são amigos do colesterol

Apesar de ser reconhecido com um grande inimigo da nossa saúde, o colesterol é vital para o organismo, pois, desempenha funções essenciais para o corpo. Porém, seu nível não pode estar alto. Esse controle do colesterol pode ser, em parte, alcançado com mudanças na alimentação, mas muitas vezes o uso de medicações é necessário.

Você sabe quais são os alimentos que ajudam nesse controle? Então, leia este post. A seguir, explicaremos um pouco mais sobre o assunto e também falaremos sobre os itens que não podem faltar na sua dieta.

O que é colesterol?

Embora o colesterol esteja associado aos fatores de risco para doenças cardiovasculares, ele também é responsável pelas membranas que envolvem as células, auxilia no metabolismo, promove o crescimento e a regeneração celular e contribui com a produção dos hormônios sexuais e do cortisol.

Por essas razões, não podemos viver sem o colesterol. No entanto, essa dubiedade existe porque essa gordura está presente em nosso organismo de várias formas, sendo as mais estudadas o HDL e o LDL. Você sabe a diferença?

HDL x LDL

As siglas se referem a termos que derivam do inglês, sendo HDL o “High Density Lipoprotein”, ou lipoproteína de alta intensidade, e o LDL o “Low Density Lipoprotein”, ou lipoproteína de baixa densidade.

Ainda, o colesterol bom é o HDL, pois “protege” o organismo, “coletando” o LDL que fica acumulado nos vasos sanguíneos para ser eliminado pelo fígado. Já o colesterol ruim é o LDL, responsável pelo entupimento das artérias, causando infartos e derrames.

Quais alimentos são aliados no combate ao colesterol?

Uma alimentação saudável é fundamental para o controle do colesterol, em especial o LDL. Para isso, devem ser evitados o consumo de alimentos gordurosos, como, carnes vermelhas, queijos amarelos, leite integral e frituras. 

Ainda existem substâncias que podem auxiliar nesse controle como as gorduras insaturadas, as fibras insolúveis e os antioxidantes. Esses nutrientes podem ser encontrados nos seguintes alimentos:

1) Abacate

Por ser rico em gorduras monoinsaturadas e fibras solúveis, o abacate é um alimento amigo do colesterol. O seu consumo auxilia na redução LDL e triglicérides e ainda pode ajuda a subir o HDL.

2) Aveia

A aveia é rica em fibras insolúveis e em betaglucana, uma substância que reduz a absorção de colesterol da dieta, auxiliando no controle. A betaglucana ainda pode aumentar a saciedade por promover um esvaziamento gástrico mais lento.

3) Azeite de oliva

O azeite é rico em ácidos graxos monoinsaturados e em antioxidantes, promovendo uma grande melhora na relação entre colesterol bom e ruim, favorecendo o HDL.

4) Frutas vermelhas

As frutas vermelhas são alimentos ricos em polifenóis e podem reduzir a oxidação do LDL. Uma das causas de formação das placas de gordura nas artérias é o dano causado pelo LDL oxidado na parede da artéria.

5) Oleaginosas

As nozes, castanhas e amêndoas são exemplos de oleaginosas ricas em ácidos graxos monoinsaturados que ajudam a elevar os níveis de HDL no sangue.

6) Salmão e sardinha

Algumas espécies de peixes são ricas em ômegas, caso do salmão, da sardinha e do bacalhau,  auxiliando na redução de colesterol com o aumento da presença de ácidos graxos poliinsaturados no organismo.

Portanto, ao inserir esses alimentos na sua dieta, você passa a ter um melhor controle do colesterol, trazendo inúmeros benefícios para sua saúde.

Você sabe quais são os alimentos que ajudam nesse controle? Então, leia este post. A seguir, explicaremos um pouco mais sobre o assunto e também falaremos sobre os itens que não podem faltar na sua dieta.

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Como prevenir o colesterol alto?

Como prevenir o colesterol alto?

A hipercolesterolemia, ou simplesmente colesterol alto, é uma condição caracterizada por níveis elevados de colesterol (LDL) no sangue. Em muitos casos, o quadro é assintomático e só é descoberto mediante exame de sangue.

Em termos de LDL, os resultados abaixo de 100 mg/dl são ótimos. De 100 a 129 mg/dl são razoáveis. De 130 e 159 mg/dl é preciso ligar o sinal de alerta, pois representa um nível limítrofe. A partir de 160 mg/dl já é bastante preocupante. Entretanto, esses valores são para pessoas saudáveis, sem outros problemas de saúde, pois, quanto maior o risco de infarto e AVC, menor deve ser o colesterol LDL.

A alta quantidade de colesterol no sangue é um sério fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, sobretudo, em pessoas a partir dos 40 anos de idade, que apresentem outros aspectos predisponentes, como aterosclerose ou diabetes.

A boa notícia é que é possível prevenir o colesterol alto e, consequentemente, conquistar mais saúde e qualidade de vida. Quer descobrir como evitar a hipercolesterolemia? Confira a seguir:

Saiba como se prevenir do colesterol alto

Adote uma alimentação balanceada

Se alimentar de forma saudável é uma das estratégias mais eficientes para prevenir o colesterol alto, especialmente porque ajuda no controle do peso e evita o acúmulo de gordura corporal. O ideal é que a dieta seja balanceada, priorizando alimentos leves e com baixo teor de gordura saturada.

Aposte em legumes, frutas e grãos integrais ricos em fibras. Ao consumir gorduras, que também são nutrientes importantes, prefira as gorduras do bem, como castanhas, coco, abacate, azeite e peixes ricos em ômega 3. Fuja de frituras, embutidos, molhos industrializados e alimentos ultraprocessados. Eles são inimigos da saúde do coração.

Pratique exercícios físicos regulares

Você sabia que a falta de atividades físicas contribui efetivamente para o aumento do colesterol? Além disso, o sedentarismo influencia no desenvolvimento da hipertensão, diabetes, obesidade, entre outras condições que favorecem a hipercolesterolemia.

Para evitar o colesterol alto, não fume

O tabagismo, por si só, é extremamente perigoso. Só para ter ideia, o cigarro é principal causa evitável de óbitos no mundo. Quem fuma tem o risco de morte súbita até quatro vezes maior do que os não fumantes. Além disso, fumar é fator de risco para derrame cerebral, angina, câncer, colesterol alto, entre outros.

Controle seu peso

A obesidade é um dos fatores de risco para a subida do LDL (mau colesterol). Essa doença crônica engloba aspectos psicológicos, genéticos, metabólicos, ambientais, culturais, sociais, comportamentais, etc. O acúmulo de gordura corporal, inegavelmente, contribui para o surgimento de problemas cardíacos.

Visite o cardiologista periodicamente

Não fique muito tempo sem se consultar com o médico cardiologista. Ainda que você mantenha hábitos saudáveis, é importante checar periodicamente como anda a sua saúde, até porque, nem todos os fatores de risco para o colesterol alto são controláveis. A predisposição genética não é! Daí a importância de fazer o acompanhamento clínico e, eventualmente, se submeter a exames. Caso alguma alteração seja identificada precocemente, as chances de bons resultados no tratamento são significativamente maiores.

Quer saber mais sobre colesterol alto? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cardiologista em Uberlândia.

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Arritmia cardíaca: o que é?

Arritmia cardíaca: o que é?

A arritmia cardíaca é uma condição caracterizada por alterações no ritmo dos batimentos do coração. Ela pode ser resultado de desequilíbrios no próprio órgão ou pode ser sintoma de problemas físicos ou psicológicos não necessariamente relacionados ao sistema cardíaco.

Não existe apenas um tipo de arritmia. Dentro das arritmias há a taquicardia, quando o ritmo é acelerado demais e a bradicardia, quando a cadência é muito lenta. Tanto uma quanto a outra são passíveis de agravamento e podem levar o coração a um colapso.

Em outras palavras, a arritmia cardíaca é um desbalanço rítmico do coração. É como se a sinfonia do órgão ficasse desajustada e desafinada. Quer saber um pouco mais sobre esse quadro de saúde? Leia o artigo completo e entenda melhor.

A arritmia é um problema sério?

Sim. A arritmia é uma condição clínica que demanda investigação e acompanhamento médico, afinal, a alteração no ritmo cardíaco compromete o bombeamento do sangue e, em alguns casos mais graves, pode até levar o indivíduo a óbito. Ao notar qualquer mudança nos batimentos do coração, é importante procurar o cardiologista o quanto antes.

Quais são os principais sintomas?

Os principais sintomas de arritmia cardíaca são as palpitações, fadiga, queda de pressão, desmaios, falta de ar, enjôos e vertigem. As manifestações podem variar de caso para caso, sendo mais brandas em alguns pacientes e mais severas em outros.

E os fatores de risco?

Há alguns fatores que predispõem indivíduos ao desenvolvimento de arritmia cardíaca, entretanto, apesar do risco ser aumentado em determinados grupos, não significa que quem tem um ou mais aspectos predisponentes vá desenvolver alterações no ritmo dos batimentos cardíacos.  Cumpre salientar que entre os principais fatores de risco estão o tabagismo, obesidade, apneia do sono, alcoolismo, distúrbios na tireoide, diabetes, hipertensão, estresse e influência genética.

Como prevenir?

A principal forma de prevenção é combater os fatores de risco controláveis, como por exemplo, se abster do cigarro e do álcool em excesso, além de praticar exercícios regulares e se alimentar de maneira saudável para evitar o sobrepeso, diabetes e hipertensão. Para diminuir as chances de desequilíbrio nos batimento cardíacos, uma vida leve e balanceada é essencial.

Como diagnosticar a arritmia cardíaca?

Para verificar se de fato os batimentos cardíacos estão descontrolados, procure o especialista. Além de exame físico, o cardiologista pode solicitar exames como ecocardiograma, eletrocardiograma, holter 24 horas e teste ergométrico. Com base na confirmação do diagnóstico, o tratamento adequado deve ser iniciado, de acordo com a arritmia apresentada.

O que fazer para tratar a arritmia cardíaca?

Um dos pontos determinantes no tratamento consiste em determinar a origem da arritmia cardíaca e os sintomas decorrentes desse balanceamento rítmico. Por exemplo, se a causa da arritmia for um problema na tireoide, o tratamento tende a ser melhor sucedido se houver acompanhamento para corrigir os problemas na glândula.

Além de agir sobre a raiz causa da arritmia, costuma ser necessário o tratamento farmacológico com medicamentos específicos, como anticoagulantes. Nos casos mais graves, pode ser preciso intervir com procedimentos mais invasivos, como ablação e cirurgia.

Quer saber mais sobre arritmia? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cardiologista em Uberlândia.

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4 dicas para evitar a arritmia cardíaca

4 dicas para evitar a arritmia cardíaca

Estímulos cardíacos têm origem no próprio coração, especificamente na região do nó sinusal, que se localiza na parte superior direita do órgão. Os impulsos elétricos são produzidos ali de maneira regular, equilibrada e contínua, exceto nos casos de arritmia cardíaca, isto é, anormalidade no ritmo sinusal.

Uma das arritmias mais frequentes e com maior dano a qualidade de vida do paciente é a fibrilação arterial. É uma condição relativamente comum na população mundial. O quadro é preocupante e requer acompanhamento, pois pode desencadear consequências graves, como por exemplo, o AVC (Acidente Vascular Cerebral). Daí a necessidade de manter o ritmo regular do coração.

Quando o coração passa a bater de forma irregular, o quadro merece atenção, sobretudo, se vier acompanhado de sintomas como palpitação, tontura e alterações respiratórias. A boa notícia é que, em boa parte dos casos, é possível evitar a arritmia cardíaca. Confira a seguir algumas dicas para manter seu coração batendo no ritmo adequado.

Vida Saudável

O sobrepeso e a obesidade estão relacionados com o surgimento de algumas arritmias. Estudos revelam que incidência de fibrilação atrial tende a aumentar conforme o Índice de Massa Corpórea, ou seja, quanto maior é o IMC, maiores são as chances de ter uma fibrilação arterial mais elevada.

Mantenha a pressão e o triglicérides em níveis equilibrados

Outros fatores de risco para  a arritmia cardíaca são a pressão alta e o triglicérides elevado. A fibrilação arterial é uma doença progressiva mais incidente em quem tem comorbidades como dislipidemia e  hipertensão. Lembrando ainda que estes problemas também aumentam o risco de outras doenças como o infarto.

Pratique exercícios físicos regulares

Você sabia que exercitar-se regularmente pode diminuir significativamente a ocorrência de arritmia cardíaca. Estudos apontam que os exercícios regulares, associados a uma dieta balanceada, reduzem substancialmente os casos de fibrilação atrial.

Faça o devido acompanhamento médico

Quem tem qualquer alteração no ritmo cardíaco deve fazer o acompanhamento médico especializado para diagnosticar o quadro com precisão e iniciar o tratamento com a maior segurança e eficácia possível.

Em relação ao tratamento, pode ser indicado o uso de medicamentos antirrítmicos ou, até mesmo, realização de cirurgia de ablação de fibrilação arterial. O protocolo terapêutico deve ser discutido cuidadosamente com o profissional, respeitando as especificidades de cada caso.

No mais, faça exames periódicos, evite o consumo excessivo de álcool e trate doenças como a apneia obstrutiva do sono. Isso vai te proporcionar maior qualidade de vida, além de reduzir o risco de arritmia cardíaca.

Quer saber um pouco mais sobre arritmia cardíaca? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cardiologista em Uberlândia

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Os perigos da hipertensão: entenda a importância de controlar a doença

Os perigos da hipertensão: entenda a importância de controlar a doença

A hipertensão, condição também conhecida popularmente como pressão alta, é um problema que afeta mais de 2 bilhões de pessoas no mundo. Só no Brasil há mais de 30 milhões de hipertensos e o número tende a aumentar, sobretudo porque, além da predisposição familiar, que é o principal fator de risco, o estilo de vida moderno e desregrado também pode influenciar no desenvolvimento do quadro.

Aspectos como sobrepeso, obesidade, sedentarismo, estresse, consumo excessivo de sal e gordura, alcoolismo e tabagismo costumam ter relação com a subida da pressão. A boa notícia é que esses fatores de risco são controláveis e, ao adotar hábitos mais saudáveis no dia a dia, é possível diminuir as chances de ter pressão alta.

Vale ressaltar que, embora muito comum, a hipertensão é extremamente perigosa. Porém, como em muitos casos, o início é assintomático, boa parte dos hipertensos não dá a devida atenção ao quadro, levando ao agravamento e, consequentemente, maiores complicações. Quer conhecer os reais perigos da hipertensão e qual é a importância de controlar a doença? Veja só!

A hipertensão aumenta o risco de doenças cardiovasculares

A pressão alta é o principal fator predisponente para doenças cardiovasculares. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), pessoas hipertensas apresentam maiores chances de sofrer infarto e acidente vascular cerebral.

Daí a necessidade de manter a pressão sob controle. Cumpre ressaltar que o quadro de hipertensão é configurado quando a pressão sistólica é maior que 140 mmHg ou pressão diastólica é igual ou maior que 90 mmHg, isto é, 14 por 9.

Crises hipertensivas geram alterações visuais

Nem todos sabem, mas a pressão descontrolada desencadeia crises hipertensivas que, por sua vez, resultam em alterações na visão. Quando a pressão sobe subitamente, isso pode ocasionar mudanças visuais agudas por causa do inchaço repentino e significativo do nervo ótico.

Para completar, a pressão elevada demais pode acabar favorecendo o entupimento ou rompimento dos vasos sanguíneos da retina, podendo culminar na perda de visão. Portanto, fique literalmente de olho na sua pressão e procure mantê-la em níveis normais (abaixo de 14/9).

Hipertensão pode causar insuficiência renal

Outra complicação possível da hipertensão não controlada é o surgimento de doença renal crônica. A elevação da pressão arterial progressivamente lesiona as células dos rins, tanto que aproximadamente 30% dos casos de doença renal crônica são provocados pela hipertensão.

Com o tempo, o paciente pode ter insuficiência renal, quando o órgão perde sua capacidade de filtrar o sangue corretamente. Nos casos mais graves, pode ser preciso recorrer hemodiálise e ao transplante.

A pressão alta pode ser fatal

Você sabia que a hipertensão descontrolada pode matar? Isso mesmo! A pressão alta está entre as principais causas subjacentes de morte no mundo, justamente por ter relação com complicações graves, como os ataques cardíacos, morte súbita, edema agudo de pulmão e insuficiência renal. Esse mal, inicialmente silencioso, leva a óbito mais de 17 milhões de pessoas todos os anos.

Em nosso país, são cerca de 300 mil mortes anuais por doenças cardiovasculares e, certamente, grande parte dos brasileiros que morrem por causa de problemas no coração, também apresentam a hipertensão como comorbidade. 

Quer saber um pouco mais sobre a hipertensão? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cardiologista em Uberlândia

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