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Sedentarismo e obesidade: os riscos para o coração

Sedentarismo e obesidade: os riscos para o coração

O número de pacientes no mundo com doença cardiovascular só cresce. Isso acontece devido aos novos hábitos de alimentação e estilo de vida adotados pela população nas últimas décadas. Só em 2015, mais de 17 milhões de pessoas foram a óbito em consequência de problemas cardiovasculares. A boa notícia é que grande parte dos efeitos dessas doenças podem ser evitados ou amenizados, sobretudo, controlando fatores como o sedentarismo e obesidade.

Doença cardiovascular representa um conjunto de patologias que afetam o coração e os vasos sanguíneos. Só para exemplificar, é possível citar a doença coronariana, infarto, hipertensão, acidente vascular cerebral e aterosclerose.

Em geral, ocorrem em decorrência do acúmulo de gordura nas paredes dos vasos sanguíneos, situação que prejudica o fluxo ideal de sangue e seus nutrientes para as outras partes do corpo, em especial, o cérebro e o coração.

Neste post, aprenderemos um pouco mais sobre o tema. Confira!

Como evitar doença cardiovascular?

A principal forma de evitar as doenças cardiovasculares é por meio do controle dos fatores de risco. Existem dois grupos:

  • os não modificáveis, que incluem idade, sexo e genética;
  • os modificáveis, que englobam os comportamentos e hábitos de vida, tais como o sedentarismo e obesidade.

O que é obesidade?

A obesidade é considerada doença crônica, definida como o excesso de gordura corporal provocada por diversas condições, tanto genéticas quanto ambientais. Histórico familiar, distúrbios psicológicos e, principalmente, ingestão calórica inadequada são os motivos preponderantes do sobrepeso.

O indivíduo que possui índice de massa corporal (IMC) maior que 30 é classificado como obeso e integra o grupo de risco para diversas doenças crônicas.

O que é sedentarismo?

Uma das palavras mais utilizadas quando o assunto é o aumento do risco de desenvolver doenças, o sedentarismo é a ausência de exercícios, que envolvem esforço físico de maior ou menor intensidade, de modo regular. A pessoa sedentária realiza, somente, atividades que não elevam o seu gasto energético.

Por que sedentarismo e obesidade são um risco para o coração?

Primeiramente, a falta de atividade física e o excesso de peso estão diretamente associados ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Isso porque eles contribuem ativamente para o aumento da quantidade de lipídeos na corrente sanguínea.

O sedentarismo intensifica o ganho de peso e, desse modo, o armazenamento de gordura nas células adiposas. O fígado também pode armazenar gordura o que pode prejudicar seu funcionamento, acarretando graves consequências para o funcionamento saudável do organismo como um todo.

A propensão para problemas no coração decorre do desequilíbrio dos níveis de pressão arterial, lipídios no organismo e resistência à insulina. Tanto a falta de atividade quanto o sobrepeso, elevam a intolerância das células do corpo à ação da insulina, acumulando açúcar no sangue. Assim como problemas no coração, ainda pode ocorrer predisposição a diabetes.

Sedentarismo e obesidade não só favorecem o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, como aumentam o risco de diversas outras doenças crônicas, como diabetes e, até mesmo, câncer.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cardiologista em Uberlândia.

Posted by Dr. André Navarro in Todos
Desmaio: entenda quais são as principais causas

Desmaio: entenda quais são as principais causas

O desmaio é uma condição clínica corriqueira, que afeta com mais frequência mulheres jovens, portadores de doenças do coração e pessoas idosas. A síncope, como também é conhecido, caracteriza-se pela ausência súbita e temporária da consciência. A recuperação da consciência e dos movimentos, geralmente se dá de forma espontânea.

É possível ocorrer desmaios repentinos, sem que o corpo emita nenhum sinal previamente. Entretanto, momentos antes do desmaio, a pessoa costuma sentir vertigem ou mal estar.

Ainda, há suor frio, náuseas, ânsia de vômito, visão turva, pulso fraco entre outros sintomas. Isso acontece porque, em boa parte dos casos, o fluxo de sangue do cérebro é alterado.

Neste post, compreenderemos um pouco mais sobre o tema. Acompanhe!

Quais as possíveis causas do desmaio?

Existem diversos fatores clínicos que levam ao desmaio. É indispensável que o diagnóstico seja realizado corretamente, já que, o fato em si, é apenas um sintoma. Muitas vezes, a pessoa não dá a devida importância e não procura ajuda médica. Por trás do desfalecimento aparentemente inofensivo, pode estar alguma doença coronária, por exemplo.

Diante do quadro apresentado, o médico vai identificar a causa considerando a história do paciente, exames clínicos e de imagem e, caso necessário, até mesmo exames neurológicos.

Problemas cardiovasculares

Os problemas no coração configuram um grande rol de potenciais doenças que levam ao desmaio. Arritmia, infarto, alteração nas válvulas cardíacas são bons exemplos.

Essas doenças, cada uma com suas implicações, impactam no funcionamento do sistema circulatório, atrapalhando o sangue de levar oxigênio para diversas partes do corpo, inclusive o cérebro.

Distúrbios metabólicos

Diversas são as alterações metabólicas que podem desencadear um desmaio. A desidratação é uma causa bem comum, assim como a hipoglicemia, que é a baixa de açúcar no sangue.

A hipoglicemia pode ocorrer em pacientes diabéticos, em situações de jejum prolongado, por exemplo. O cérebro necessita do açúcar para o seu funcionamento adequado, quando os níveis no sangue não são suficientes, a perda da consciência é uma das consequências.

Síncope vasovagal

A síncope vasovagal pode estar relacionada a forte emoção, dor, calor, desidratação, uso de álcool e costuma ter sua primeira apresentação ainda na idade mais jovem especialmente na adolescência.

Por estimulo do nervo vago pode haver alteração na frequência cardíaca e na pressão arterial, de forma diferente do normal, havendo uma hipoperfusão difusa, principalmente no cérebro. Imediatamente, a pessoa desmaia, mas rapidamente recobra a consciência após a queda ao solo. É o que acontece, por exemplo, com alguém que desmaia após ver sangue.

Gravidez

É bem comum uma mulher descobrir a gravidez após um episódio de desmaio. As alterações hormonais ocorridas durante a gestação são frequentes causas do desfalecimento.

Outros fatores

Os desmaios, ainda, podem ter causa idiopática. Isso quer dizer que é de causa desconhecida. Além das citadas acima, podemos elencar também:

  • uso de medicações;
  • transtornos psicológicos, como ansiedade e pânico;

Como tratar ou evitar o desmaio?

O desmaio não é doença. Portanto, o tratamento depende da causa do sintoma. Ao presenciar um caso de síncope, a orientação é que se deve checar a respiração da pessoa e, se houver supressão da respiração, é preciso ligar para o serviço de urgência da cidade.

Em casos leves, a volta da consciência acontece sem que seja necessária nenhuma intervenção. Levantar as pernas da pessoa desmaiada auxilia o fluxo sanguíneo, ajudando a pessoa a se sentir melhor mais rapidamente.

Após a pessoa voltar do desmaio, a recomendação é que um médico seja procurado imediatamente para investigar a causa e tratar a possível doença.

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Dor no peito: quais são as possíveis causas?

Dor no peito: quais são as possíveis causas?


Dor no peito é uma sensação muito comum. Quem nunca teve, com certeza, conhece alguém que já passou por isso. O alerta que o sintoma gera é fácil de entender. A dor é frequentemente associada a doenças do coração, sobretudo, infarto e angústia, sinal de que algo não vai bem.

Contudo, não são somente as patologias de origem cardíaca e psicológicas que provocam o sintoma. A maioria dos pacientes que procuram médico por dor não apresentam problemas no coração, sendo mais comuns a origem muscular e esofágica.

As dores podem ter intensidade variada conforme a origem. Quando advindas das doenças cardíacas, normalmente, lembram um aperto, ardor ou uma  pressão no peito. À medida que a pessoa pratica exercícios físicos ou passa por algum estresse, a intensidade pode aumentar. Ainda, pode irradiar para outras áreas do corpo, como ombros e braços, principalmente a esquerda.

Se a dor não é de origem cardíaca, usualmente, não se propaga para outras partes do corpo. Dessa forma, é percebida apenas no peito e não aumenta de intensidade por motivos emocionais.

Continue a leitura do  post e entenda um pouco mais sobre o assunto!

Causas de dor no peito

Os motivos, como citado anteriormente, podem abarcar diversas situações e patologias. Descreveremos aqui as principais causas de dor no peito. Acompanhe!

Dores no peito sentidas no lado direito:

  • pericardite — inflamação da membrana que envolve o coração, chamada de pericárdio. Inicialmente, é uma dor forte no peito, que vai se espalhando para as costas com o passar do tempo;
  • problemas na vesícula biliar —  tanto a pedra na vesícula quanto a inflamação do órgão desencadeiam dores no peito. Normalmente, também é sentida na barriga e no ombro do lado direito;
  • inflamações no estômago, fígado e pleura — a gastrite, pleurite e hepatite, frequentemente, causam o sintoma.

Dores no peito sentidas do lado esquerdo:

  • arritmia cardíaca — quem sofre com arritmia, além das dores no peito, também pode sentir falta de ar, tontura e fraqueza. Essa doença é caracterizada pelos batimentos cardíacos desordenados. Logo, há perigo de órgãos, como cérebro e coração, não receberem quantidades suficientes de sangue;
  • infarto — primeira causa apontada como origem de dores no peito pela população em geral. Nesse caso, a dor vem acompanhada por falta de ar, suor frio, náuseas e dormência no ombro e braço esquerdos;
  • arteriosclerose — essa doença causa a rigidez da parede das artérias devido à aglomeração de gordura no interior desses vasos.

Outras causas existentes de dor no peito

Muscular

Boa parte das dores no peito é de origem muscular. Isso quer dizer que pode ser sinal de danos ou lesões nos músculos, tanto quanto infecções.

Doenças pulmonares

É comum que, ao respirar, pessoas com infecções no pulmão e obstrução das artérias pulmonares sintam dor nessa região. O câncer de pulmão também pode causar o mesmo sintoma.

Emocional

Não apenas ataques de pânico, mas também crises de ansiedade e estresse são desencadeadores desse problema. A sensação pode vir como um aperto e dificuldade de respirar.

Problemas no sistema digestivo

As esofagites, gastrites e úlceras gástricas acabam produzindo a dor no peito pela lesão na parede do tubo digestivo. O refluxo gastroesofágico podem ainda causar espasmos com sintomas muito parecidos com um infarto.

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O que é dislipidemia?

O que é dislipidemia?

A dislipidemia é considerada um distúrbio provocado por alterações nos níveis de gorduras no sangue — lipídeos, especialmente em se tratando dos triglicerídeos e do colesteróis.

O colesterol tem uma atuação importante em funções e processos bioquímicos do organismo. Sem esses lipídeos a vida dificilmente poderia se desenvolver.

O problema é que a dislipidemia provoca mudanças, levando ao excesso dessas gorduras e, consequentemente, constituindo um dos mais evidentes fatores de risco da aterosclerose.

Neste post, conheceremos mais sobre o tema. Acompanhe!

Como a dislipidemia atua?

A “placa de gordura” provocada por essa condição costuma se iniciar com um processo inflamatório na parede da artéria e esta facilita a entrada do colesterol para o interior da parede. Quanto maior o colesterol, maior será o acumulo deste nas artérias.

A aterosclerose, nome dado a doença de quem tem as placas de gordura nas artérias, tem sua gravidade associada a fatores
de risco como o nível alto do colesterol, diabetes, tabagismo e
hipertensão arterial.

Algumas placas evoluem como piora da inflamação, podendo se romper, formando um coagulo na artéria e causando o infarto ou derrame. Outras evoluem mais estáveis, crescendo e enrijecendo, sendo mais difíceis de romper, levando a uma doença mais crônica.

Quais os tipos de dislipidemia?

O distúrbio é categorizado em dois tipos, sendo essas variações as seguintes:

  • primária: quando a origem é genética, mas pode sem intensificada por alguns fatores, como maus hábitos alimentares, tabagismo e sedentarismo;
  • secundária: nesse caso, o surgimento está associado há uma série de outros problemas , como obesidade, diabetes, hipotireoidismo, doenças crônicas do fígado, tabagismo, insuficiência renal crônica, ação de algumas medicações, entre várias outras.

Quais são os principais sintomas?

De uma maneira geral, essa condição clínica é uma doença assintomática e, não raro, a sua detecção acontecer quando já está muito avançada. Porém, quando os sintomas aparecem, o paciente precisa ficar alerta e buscar auxílio médico.

Os sintomas costumam variar entre uma forte dor no peito, podendo chegar até mesmo a um infarto do miocárdio, insuficiência vascular periférica e acidente vascular cerebral, também conhecido como derrame.

É importante destacar que, todas as situações descritas acima são complexas, graves e podem ser causadoras de sequelas, sendo que, em muitos casos, o paciente tem uma perda significativa de sua qualidade de vida. Além disso, ainda há o risco iminente de morte.

Sendo assim, somente uma avaliação clínica, feita com o médico especialista, por meio de exames de sangue específicos, é que pode detectar possíveis anormalidades nos níveis de lipídios antes mesmo que qualquer sintoma seja evidente.

Qual a prevenção?

Um dos fatores de maior peso é a alimentação, pois ela está relacionada diretamente com os níveis de triglicerídeos e colesterol no sangue. Ainda, por ser de fácil adaptação e mudança, ela é uma ótima ferramenta para a prevenção da dislipidemia.

Sendo assim, mudar e adotar hábitos alimentares, por meio da medicina preventiva, é a forma mais simples de prevenir, controlar e impedir o desenvolvimento dessa doença. Além disso, uma dieta saudável é fundamental para o bom funcionamento de todo o organismo.

É importante trabalhar a prevenção desde cedo, pois a dislipidemia surge aos poucos, mas, com o passar do tempo, pode provocar danos significativos ao organismo. E lembre-se: além trazer para a vida diária hábitos mais saudáveis, é fundamental manter a rotina de visitas ao médico especialista!

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Como prevenir doenças cardiovasculares

Como prevenir doenças cardiovasculares

As doenças cardiovasculares são a principal causa de mortes ao redor do mundo. Atualmente, a preocupação é cada vez mais uma questão de saúde pública, especialmente devido ao comportamento prejudicial adotado por boa parte da sociedade moderna em direção ao sedentarismo.

Dentre os problemas mais comuns que são causados por doenças relacionadas a questões cardiovasculares, temos enfermidades como aneurisma da aorta, insuficiência cardíaca e infarto agudo do miocárdio.

Como vimos, as consequências são sérias e graves. Por outro lado, com ações e atitudes simples no dia a dia é possível reduzir significativamente as chances de a pessoa ter algum problema relacionado.

Neste post, selecionamos algumas dicas sobre se prevenir. Acompanhe!

Dicas para prevenir doenças cardiovasculares

Tenha uma alimentação saudável

Cada tipo de alimento tem um papel importante e específico em nosso organismo. Como não existe nenhum que forneça tudo o que o corpo precisa, é necessário tomar cuidado para ter uma alimentação mais equilibrada possível.

Além disso, deve haver consciência de que, na alimentação, o que importa é a qualidade e não a quantidade do se come. Sendo assim, verduras, frutas e legumes precisam estar presentes nas principais refeições do dia.

Evite o tabagismo

Quem fuma, apresenta muito mais riscos de desenvolver algum problema cardiovascular, além dos cânceres e enfisema. O ponto-chave aqui é a presença de determinadas substâncias, que fazem com que as artérias acabem se “estreitando” e isso pode levar ao aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca.

Apesar de ser um pouco difícil parar com o vício, a parte mais interessante é que, após 36 meses sem as substâncias presentes no cigarro no organismo, os riscos de desenvolver alguma doença caem pela metade quando comparado a um não fumante!

Faça exercícios físicos

Atividades físicas são importantes para todo o funcionamento do corpo, mas quando o assunto são doenças cardiovasculares, trata-se de um excelente meio de prevenção. Trinta minutos de exercícios por dia, praticados de forma moderada, já trazem grandes benefícios para o organismo.

É claro que existem aquelas pessoas que não gostam, porém, a dica é pesquisar e experimentar um pouco. Atividade física não é somente aquela feita somente na academia, pode ser uma caminhada ao ar livre, um passeio de bicicleta, natação, tênis e tantas outras modalidades. Com certeza, há uma que se encaixa perfeitamente ao perfil da pessoa.

Mas atenção: antes de começar qualquer atividade é muito importante consultar um médico e procurar orientação de um educador físico. Assim, será possível começar do jeito certo e com toda a segurança.

Cuide do peso

Esse tópico conversa com o anterior, mas vamos entender um pouco melhor os agravantes. As doenças cardiovasculares têm seus quadros mais complexos quando a pessoa é obesa. O principal motivo para isso é que, além de estar acima do peso, é provável que ela ainda tenha uma série de complicações devido à sua condição, como diabetes e colesterol alto.

A melhor forma de prevenção de doenças cardiovasculares é manter uma rotina de visitas ao médico. Com isso, qualquer alteração no organismo será identificada logo no início e o tratamento será feito de forma mais eficiente!

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Arritmia cardíaca na gravidez: por que acontece?

Arritmia cardíaca na gravidez: por que acontece?

A gravidez é um período lindo, porém, traz consigo algumas reações corporais novas para as mulheres. É o caso das arritmias cardíacas. Muitas grávidas percebem que o coração que bate mais rápido, mesmo quando se está em repouso. Isso acontece porque esse órgão trabalha até 60% a mais quando a mulher está em período gestativo.

Durante a gestação, algumas doenças que surgem no corpo da mulher a acometem de forma mais grave do que o normal. Isso não é diferente para a arritmia cardíaca, entre outros problemas relacionados como hipertensão, diabetes e insuficiência cardíaca. Nesses últimos casos, o sangue pode ter “dificuldade” para chegar até a placenta, acarretando riscos para o feto, além de riscos para a mãe como infarto, acidente vascular cerebral e problemas renais.

Por que acontece a arritmia cardíaca?

A arritmia na gravidez é a doença cardíaca mais frequente e menos perigosa para a vida da mulher e do feto. Ela acontece porque, durante a gravidez, a quantidade de sangue bombeada pelo coração por minuto aumenta em até 50%. Há cerca de 2 litros de sangue a mais circulando pelo corpo da mulher para que o feto consiga obter mais nutrientes e oxigênio através da placenta. Nesse contexto, a frequência cardíaca em um período de repouso, pode chegar a 100 pulsações por minuto.

O que fazer?

É importante ressaltar que, para as mulheres que já possuem algum problema cardíaco antes da gravidez podem sofrer uma piora da condição. Já as que são plenamente saudáveis irão sentir mais palpitações, cansaço ou fadiga quando fizerem algum esforço físico mais intenso.

Por isso, o recomendável é procurar antes um cardiologista, já que muitos pacientes desconhecem que têm algum problema cardíaco. Então, um check-up é necessário antes da gravidez para que o médico acompanhe com cuidado as alterações cardíacas da paciente.

Apesar disso, é preciso esclarecer que o coração de uma mulher gestante passa a ser mais “forte” nesse período. Isso ocorre justamente para aguentar o aumento do ritmo cardíaco natural da gestação. Por isso, não há motivo para pânico ou decidir ficar sedentária, por exemplo.

Cuidado com a alimentação e peso

Além do check-up e acompanhamento cardíaco, outros fatores podem influenciar na saúde do coração da mulher nesse período. Por a mulher grávida também ter um aumento do volume de líquido no organismo (volume plasmático), as hemácias que transportam oxigênio para o sangue tendem a diminuir de tamanho, aumentando o risco de uma anemia. Por isso, o ferro e as vitaminas devem ser reforçadas nesse período.

Porém, é preciso tomar cuidado para não ganhar muito peso para não haver sobrecarga no músculo cardíaco, fazendo o coração trabalhar mais e provocar problemas como a arritmia. O ideal é engordar, no máximo, 10 quilos durante a gravidez.

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Quando o cansaço pode ser um alerta do corpo

Quando o cansaço pode ser um alerta do corpo

Quando as saúdes física e mental não vão bem, o organismo emite sinais. Algumas vezes, isso acontece quando o problema ainda está na fase inicial. Em outras, os sinais aparecem em um estágio mais avançado. O fato é que, ao não dar atenção às mensagens que o organismo envia, coloca-se a saúde em risco, aumentando as chances de outras complicações. Um exemplo dos sinais que o corpo emite é o cansaço.

O cansaço é um sintoma que, muitas vezes, é negligenciado. É um sintoma associado ao ritmo frenético da vida contemporânea, principalmente quando se vive em grandes centros urbanos. Só é encarado como um “problema a ser resolvido” quando as forças físicas e capacidade mental foram esgotadas, provocando um desequilíbrio emocional e psicológico.

Mas será que o cansaço é uma consequência do esforço físico e mental? Ou é um sintoma que pode estar relacionado a doenças?

6 problemas de saúde que causam cansaço

1. Anemia

A má alimentação leva a deficiência de nutrientes importantes para o organismo, como o ferro. Sem ferro, pode surgir a anemia e assim, aumentam a sonolência e o cansaço. Para saber mais, basta consultar o médico e fazer um hemograma. Assim, você saberá se o cansaço excessivo não é um sintoma de anemia. O problema pode ser resolvido com os medicamentos prescritos pelo médico e a melhora da alimentação.

2. Apneia do sono

Dormir bem é importante para equilibrar o metabolismo. Contudo, se você dorme as horas necessárias, mas acorda cansado, sente dores no corpo e sonolência durante o dia, é importante saber se não sofre de apneia do sono.

Essa doença provoca várias interrupções durante o sono porque, ao perceber o bloqueio de ar nos pulmões, o cérebro emite sinais que levam a pessoa a despertar por alguns segundos. Sem um sono profundo e tranquilo, o corpo fica mais desgastado.

3. Diabetes

Se você não é portador de diabetes, mas, há tempos, não faz exame de sangue para acompanhar o nível de glicemia, é importante consultar o médico. O cansaço excessivo pode ser efeito desse tipo de doença. Quando a glicose não é absorvida normalmente pelas células, o corpo fica sem a energia necessária. O excesso de açúcar no sangue também provoca efeitos negativos ao organismo, como o aumento do risco de infarto e derrame. Por isso, é essencial fazer o teste de glicemia, mudar hábitos alimentares e praticar atividades físicas regularmente.

4. Doenças da tireoide

Alterações na tireoide afetam o ritmo do metabolismo, podendo causar um cansaço fora do comum. Mais uma razão para agendar uma consulta médica e fazer os exames necessários para a avaliação dos níveis de hormônios produzidos pela tireoide.

5. Doenças do coração

O cansaço excessivo também pode ser um alerta de doenças cardíacas. Quando o coração não está funcionando normalmente, outras funções do organismo ficam comprometidas. Isso porque a qualidade da circulação sanguínea é afetada, assim como a oxigenação das células, capacidade respiratória, manutenção dos músculos, entre outros problemas.

Por isso, é importante fazer o check-up do coração e mudar o estilo de vida, adotando uma alimentação balanceada e introduzindo a prática de exercícios físicos (após a consulta médica) no dia a dia.

6. Estresse

O excesso de responsabilidades e preocupações, associados à má alimentação, sedentarismo, noites mal dormidas e à insatisfação geral com a vida podem levar a um quadro de estresse perigoso para a saúde.

O cansaço excessivo é um sinal de alerta que o corpo emite para que possamos reavaliar o estilo de vida e buscar as mudanças necessárias. Caso contrário, além do estresse, a péssima qualidade de vida baixará as defesas do organismo para outras doenças.

Procure ajuda médica

Até certo ponto, é normal sentir cansaço. Contudo, quando o cansaço se torna constante, é recomendável fazer a consulta médica para saber quais as causas desse sintoma.

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Quem tem problemas cardíacos pode praticar atividades físicas?

Quem tem problemas cardíacos pode praticar atividades físicas?

Há algumas décadas, a orientação médica para indivíduos com problemas cardíacos era evitar atividades físicas. Atualmente, os efeitos benéficos dos exercícios para esse público são indiscutíveis. Sua prática se tornou parte fundamental do tratamento, proporcionando mais qualidade de vida, à medida em que melhora os índices de saúde e contribui para a redução da mortalidade. O mesmo vale para quem apresenta predisposição genética ou tem outros problemas como hipertensão e diabetes.

A atividade física, entretanto, só tem efeito positivo a médio e longo prazo, quando praticada com regularidade e com prescrição individualizada. Antes de iniciar o treinamento, é fundamental consultar um médico para avaliar a saúde geral e realizar exames cardiológicos. Esses exames permitem avaliar a estrutura do coração, o condicionamento físico e o nível de esforço indicado para cada pessoa.

A anamnese e avaliação física para quem optar pela academia também têm um papel importante. Elas permitirão que o educador físico tenha conhecimento das restrições. Assim, poderá elaborar uma ficha de exercícios adequada à capacidade do praticante, alinhada à recomendação médica. Poderá, ainda, fazer adaptações sempre que necessário.

Atividades físicas recomendadas para quem tem problemas cardíacos

De maneira geral, exercícios aeróbicos são altamente recomendados, pois contribuem para elevar a capacidade cardiorrespiratória. A caminhada e a bicicleta são bons exemplos, assim como a corrida e natação, quando liberadas pelo cardiologista.

Quando associadas à musculação, os resultados são ainda mais positivos, pois eles aumentam força muscular e a “potência” do coração. 

Um bom parâmetro é a realização de 150 minutos de atividade aeróbica por semana, que podem ser divididos, por exemplo, em 30 minutos, 5 vezes por semana, ou 50 minutos, 3 vezes por semana. Os exercícios de força podem ser feitos 2 dias por semana. É recomendável, ainda, alternar os treinos mais pesados com dias de repouso.

O praticante deve ter cuidado com os excessos, que podem gerar um efeito contrário ao desejado – o de sobrecarga do coração e lesões musculares. É importante se sentir confortável durante o treino e evitar intensidade que gere a sensação de exaustão. 

Benefícios 

Além de reduzir a frequência cardíaca e a pressão arterial, a rotina mais saudável traz o seguintes benefícios:

  • aumento de massa magra (músculos);
  • redução de gordura corporal e visceral;
  • aumento dos níveis de colesterol bom;
  • diminuição do triglicérides;
  • melhora da capacidade cardiorrespiratória, glicemia e da densidade óssea;
  •  redução do estresse;
  • redução da ansiedade;
  • aumento da tolerância nas atividades físicas do dia a dia.

Particularidades

Algumas pessoas ficam inseguras quanto à prática de atividade física, mas, quando bem acompanhadas, não há porque se preocupar. Especialmente no caso de doenças leves, é mais fácil ter um problema cardíaco em função do sedentarismo do que em decorrência de algum exercício.

Há, entretanto, algumas condições especiais que merecem atenção. Indivíduos com cardiopatias devem evitar exercícios intensos como crossfit, lutas, spinning, algumas modalidades de natação ou a metodologia de treino intervalado de alta intensidade (HIIT) antes da autorização do médico. 

A doença cardíaca que mais apresenta restrições é a cardiomiopatia hipertrófica, o “engrossamento” do músculo do coração, que exige um aumento do esforço total para o bombeamento do sangue para o resto do corpo. Mesmo atividades como pilates e ioga podem apresentar posições que propiciem desconforto. 

O especialista deve ser consultado antes da prática e acompanhar as evoluções, que assim, vão propiciar um aumento gradual no ritmo e intensidade e permitir a liberação de outras modalidades.

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Triglicerídeos: o que são e por que é importante ficar de olho

Triglicerídeos: o que são e por que é importante ficar de olho

Triglicerídeos: o que são e por que é importante ficar de olho

 

Para executar atividades do nosso dia a dia bem como as atividades físicas necessitamos de energia. A principal forma de armazenar energia que usamos é o depósito em gorduras. O conteúdo das células de gordura são principalmente os triglicérides.

Conheça nesse artigo o que é esse tipo de gordura, quais são as suas causas e os contratempos que podem trazer à sua saúde. Veja também algumas dicas do que pode ser feito para controlar o seu nível.

 

Triglicerídeos: o que são, causas e problemas relacionados

 

Ao se alimentar, seu organismo utiliza parte das calorias para suas funções e o que não é utilizado é convertido em triglicérides, que são armazenados em suas células de gordura. Quando o organismo precisar de energia, ele é liberado pela ação de um hormônio. Assim, quanto mais tempo seu consumo de energia for maior que seu gasto, maior será seu acumulo de gordura.

Essa substância pode aparecer no corpo por duas formas: pela própria produção do corpo ou pela alimentação rica em gorduras e carboidratos.

Alguns tipos de alimentos são ricos em calorias como os carboidratos, e consumidos com moderação oferecem energia ao corpo. Já quando há exagero no consumo, essas calorias não são consumidas e acaba sendo transformada em triglicérides e consequentemente, em gordura.

Existem outras causas para a elevação dos triglicérides como problemas de tireoide, diabetes mal controlada, doença nos rins ou fígado e ainda pode ser um efeito colateral de certos medicamentos.

Quando apresenta-se alto nível desta gordura no sangue, aumenta-se o risco de:

  • Doenças cardiovasculares, como infarto e AVC (acidente vascular cerebral, popularmente conhecido como derrame)
  • Doenças gastrointestinais como esteatose hepática (gordura no fígado) e pancreatite (doença inflamatória do pâncreas).

 

O que fazer para evitar ou tratar o triglicérides alto

 

Para não ter problemas dessa ordem, deve-se fazer uma alimentação saudável com outros hábitos de vida igualmente coerentes.

Evitar alimentos gordurosos e frituras, doces e comidas ricas em carboidratos simples, como arroz branco, refrigerantes, bolachas e alimentos feitos com farinha branca, como massas, são alguns dos primeiros passos a fazer. A gordura animal proveniente de carne vermelha, como carne bovina e suína, o leite integral e queijos amarelos também devem ser evitados, porque contém altas taxas de gordura.

Prefira frutas, legumes e verduras e dê preferência a massas com farinha integral e arroz integral. Mas ainda nesse último caso, deve-se controlar o consumo, já que qualquer tipo de massa é fonte de carboidratos. Quanto menos industrializado o alimento melhor.

Excessos no consumo de álcool também esta relacionado com altas taxas de triglicérides.

No campo dos exercícios, é recomendado praticar atividades físicas como caminhadas, corrida ou ciclismo, de três a cinco vezes por semana. Fazer meia hora de alguma atividade nessa frequência irá reduzir consideravelmente os níveis da gordura.

Se você tem fatores de risco para o problema, recomenda-se ir ao médico e fazer exames periódicos. Só o exame laboratorial é capaz de constatar se os níveis de triglicerídeos estão de acordo com a normalidade.

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Insuficiência cardíaca: o que é e como tratar?

Insuficiência cardíaca: o que é e como tratar?

Insuficiência cardíaca é uma condição que ocorre quando o coração não está funcionando corretamente. Nesse caso, o órgão não consegue bombear o sangue de forma eficiente para o restante do corpo. É grave e com mortalidade maior que vários tipos de cânceres.

Neste artigo, vamos entender melhor sobre esse problema, suas causas, seus sintomas e o tratamento. Continue a leitura e saiba mais!

 

Como funciona o coração?

 

O coração é um músculo, que tem por função bombear sangue para o corpo todo, sendo, portanto, vital para o funcionamento do organismo. Ele é composto por átrios e ventrículos, ambos com cavidades direitas e esquerdas que funcionam da seguinte forma:

Os tecidos retiram o oxigênio do sangue e devolvem gás carbônico. O sangue volta ao coração por meio das veias, entra no átrio direito e depois no ventrículo direito, onde segue para o pulmão, e lá elimina o gás carbônico e volta a se enriquecer de oxigênio.

Depois disso, o sangue, já rico em oxigênio, volta ao coração pelo átrio esquerdo e depois no ventrículo esquerdo, sendo bombeado de volta para os tecidos pelas artérias, fazendo o mesmo percurso novamente.

Dessa forma, ambos os lados do coração são essenciais para a circulação do sangue, e se há alguma falha em uma dessas partes, problemas podem começar a surgir.

 

Quais são as causas da insuficiência cardíaca?

 

Um dos principais causadores da insuficiência cardíaca é o infarto do miocárdio, ou a isquemia cardíaca, que causa a morte no tecido do coração. Quanto maior for o infarto, mais o músculo cardíaco será danificado, enfraquecendo o coração.

Algumas doenças que podem causar insuficiência cardíaca são:

  • hipertensão arterial (pressão alta);
  • doença de chagas;
  • diabetes;
  • doenças das válvula do coração;
  • doenças congênitas (mal formações do coração desde o nascimento);
  • arritmias
  • miocardite (infecção principalmente por alguns tipos de vírus);
  • anemia;
  • HIV/AIDS;
  • doenças da tireoide;

Existem ainda causas ligadas ao uso abusivo de bebidas alcoólicas e drogas. Além disso, alguns tratamentos para cânceres, como radiação e quimioterapia também podem levar ao seu desenvolvimento.

 

Quais são os sintomas?

 

Os sintomas mais comuns são:

  • Falta de ar aos esforços ou ao se deitar;
  • Tosse;
  • Pés e pernas inchados;
  • Abdômen inchado;
  • Ganho de peso;
  • Pulso irregular ou rápido;
  • Fadiga, fraqueza;
  • Perda de apetite;
  • Diminuição da atenção ou concentração;
  • Acordar durante a noite com falta de ar.

 

Como tratar o problema?

 

A insuficiência cardíaca pode acometer pessoas que são propensas à doença, mas ninguém está imune a desenvolvê-la. Alguns grupos com mais risco são:

  • quem já teve um infarto do miocárdio;
  • pessoas hipertensas;
  • quem possui malformação do coração;
  • pessoas com doença de Chagas;
  • pessoas com diabetes.

Para prevenir a insuficiência cardíaca, é importante cuidar da saúde. Se você estiver acima do peso, tente emagrecer para manter o coração saudável. Caso fume, abandone o fumo, e evite o excesso de álcool.

Faça exercícios com acompanhamento médico e realize o controle da pressão arterial rigorosamente. Visite um médico sempre que sentir algo anormal no seu corpo e faça um check-up periodicamente.

Existem várias medicações que podem melhorar a qualidade e o tempo de vida, mas em casos muito graves, a solução somente pode se dar por meio de um transplante de coração. Dessa forma, a prevenção sempre será o melhor caminho para se evitá-la.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cardiologista em Uberlândia e Ipameri

Posted by Dr. André Navarro in Todos