Tipos de diabetes

Diabetes é uma doença crônica e complexa que requer contínuo cuidado médico com estratégias multifatoriais para redução de riscos que vão muito além do controle da glicemia. A educação e o apoio contínuo ao paciente para assumirem os próprios cuidados são fundamentais para prevenir complicações e reduzir o risco de complicações a longo prazo.

Tipos mais comuns

diabetesOs tipos mais comuns de diabetes são o tipo 1, tipo 2 e diabetes gestacional.
A diabetes tipo 1 e a diabetes tipo 2 são doenças diferentes nas quais a apresentação clínica e a progressão da doença podem variar consideravelmente. A classificação é importante para a determinação do tratamento mais adequado.

Diabetes Tipo 1

A diabetes tipo 1, conhecida anteriormente como “diabetes insulinodependente” ou “diabetes juvenil”, representa 5-10% dos indivíduos com diabetes e é devido à destruição autoimune (pelos próprios anticorpos) das células beta pancreáticas, responsáveis pela produção de insulina.
Crianças e adolescentes podem apresentar cetoacidose diabética (aumento da acidez do sangue devido a falta de insulina, apresentando enjoo, vômitos e dor abdominal e pode evoluir para problemas sérios no cérebro com coma e morte) como a primeira manifestação da doença. Outros apresentam uma hiperglicemia (glicose no sangue alta) de jejum modesta que pode mudar rapidamente para hiperglicemia grave e / ou cetoacidose diabética com infecção ou outro estresse.

Os adultos podem manter a função de células beta suficiente para prevenir cetoacidose por muitos anos. Neste estágio da doença, há pouca ou nenhuma secreção de insulina. O tipo 1 geralmente ocorre na infância e na adolescência, mas pode ocorrer em qualquer idade, mesmo nas 8ª a e 9ª décadas de vida.

Diabetes tipo 2

A diabetes tipo 2, anteriormente referida como “diabetes não insulinodependente” ou “diabetes adulta”, representa 90-95% de todos os pacientes com diabetes. Esta forma engloba indivíduos que têm deficiência de insulina relativa e possuem resistência à insulina periférica. Pelo menos inicialmente, e muitas vezes ao longo de sua vida, esses indivíduos podem não precisar de tratamento de insulina para sobreviver.
diabetesO risco de desenvolver tipo 2 aumenta com a idade, obesidade e falta de atividade física. Ocorre com mais frequência em mulheres com história de diabetes gestacional anterior, em pacientes com pressão alta ou colesterol ou triglicérides alterados e em certos subgrupos raciais / étnicos (negros, indianos, hispânicos / latino e asiáticos). Muitas vezes, ele está associado a predisposição genética ou história familiar em parentes de primeiro grau.
Tanto no tipo 1 como no tipo 2, vários fatores genéticos e sócio ambientais podem resultar na perda progressiva de massa e/ou função de células beta do pâncreas que se manifesta clinicamente como hiperglicemia. Uma vez que a hiperglicemia ocorre, pacientes com todas as formas de diabetes estão em risco de desenvolver as mesmas complicações crônicas, embora as taxas de evolução possam ser diferentes.

Diabetes gestacional

Durante muitos anos, diabetes gestacional foi definido como qualquer grau de intolerância à glicose que foi reconhecido pela primeira vez durante a gravidez, independentemente se a condição pode ter antecedido a gravidez ou persistido após a gravidez.
A epidemia atual de obesidade e diabetes levou a mais casos de tipo 2 em mulheres em idade fértil, com um aumento no número de mulheres grávidas com diabetes tipo 2 não diagnosticada.

diabetesDevido ao número de mulheres grávidas com diabetes não diagnosticada de tipo 2, é razoável testar as mulheres com fatores de risco para diabetes na sua visita pré-natal. As mulheres diagnosticadas com diabetes no primeiro trimestre devem ser classificadas como tendo diabetes pré gestacional ou preexistente.

Diabetes gestacional é diabetes que é diagnosticada pela primeira vez no segundo ou terceiro trimestre da gravidez que não é claramente diabetes tipo 1 ou tipo 2 preexistente.

Como é feito o diagnóstico de diabetes?

O diagnóstico é feito por exames de sangue com a dosagem da glicose do sangue em jejum, ou glicose no sangue após teste de tolerância a glicose( após 2 horas de uma sobrecarga de açúcar) ou dosagem da hemoglobina glicosilada. Geralmente os exames são igualmente apropriados para o diagnóstico. Os mesmos testes podem ser usados para pesquisar e diagnosticar diabetes e detectar indivíduos com prediabetes.
É recomendável avaliação diagnóstica para risco de prediabetes diabetes em adultos de qualquer idade com excesso de peso e que tenham um ou mais fatores de risco adicionais para diabetes (parente de primeiro grau com diabetes, história de infarto ou derrame, pressão alta, colesterol alterado, mulheres com síndrome dos ovários policísticos, sedentarismo) e para todas as pessoas com 45 anos ou mais. Se normais é recomendável repetir o exames pelo menos a cada 3 anos.
Como diabetes gestacional confere um risco aumentado para o desenvolvimento de diabetes tipo 2 após o parto, as mulheres diagnosticadas com diabetes gestacional devem ser reavaliadas ao longo da vida para prediabetes e diabetes tipo 2.

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Fonte: Diabetes Care, January 01 2018; volume 41 issue Supplement 1

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Posted by Dr. André Navarro